LOGISTICS

LOGISTICS
Movimento Eficiente !!!

Logisticamente Antenado Headline Animator

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Noticia:Possível estaleiro para o Ceará não ficou garantido

Noticiário cotidiano - Indústria naval e Offshore
Qui, 30 de Dezembro de 2010 05:45

O último discurso de Lula no Ceará como presidente da República trouxe as tônicas da despedida e do balanço de seu governo. Nessa prosa, ele se vangloriou por ter sido o presidente que, enfim, desembaraçou alguns dos maiores projetos já pensados para a região Nordeste. O presidente listou a série de empreendimentos em execução na região que trazem em si o potencial de revolucionar a economia local. Como é o caso da transposição das águas do Rio São Francisco, projeto imaginado ainda pelo imperador Dom Pedro I, que está programado para ser finalizado nos próximos dois anos. "O que nem o Imperador conseguiu fazer, o Lulinha de Caetés está fazendo", brincou.

E continuou: "eu quero estar vivo em 2012 para quando a Dilma, o Cid e os governadores do Nordeste forem inaugurar, eu quero tomar o primeiro copo d´água da transposição das águas do rio São Francisco".

Outro projeto que destacou foi a Transnordestina, ferrovia que liga o Porto de Suape, em Pernambuco, ao de Pecém.

"Hoje nós estamos com 12 mil trabalhadores e, se Deus quiser, em 2012 qualquer cearense vai poder pegar um trem aqui em Pecém, chegar lá em Suape, porque essa ferrovia tem que transportar passageiro também, não é só carga não, é transportar ser humano". Apesar do discurso, a obra está prevista para 2013 no Ceará.

Obras cearenses

Já em relação aos empreendimentos cearenses, Lula destacou a siderúrgica, já em avanço, no processo de supressão vegetal, anterior á etapa de terraplanagem. Lula, contudo, não citou a construção de um estaleiro no Estado, que chegou a prometer após o empreendimento Promar Ceará, que seria instalado em Fortaleza, migrar para Pernambuco.

Perguntado sobre o assunto, durante a coletiva com a imprensa, após a cerimônia, o presidente da República afirmou que não poderia prometer o empreendimento, já que está saindo da Presidência, mas acredita ser provável que o ele seja realizado no Estado, em virtude da demanda do mercado nacional para este tipo de projeto.

"A Petrobras tem que contratar uma quantidade de navios, uma quantidade de sondas e plataformas que nós vamos precisar de estaleiro no Ceará, estaleiro em Alagoas, estaleiro em Pernambuco, estaleiro na Bahia, estaleiro no Rio de Janeiro, estaleiro no Espírito Santo.

Se brincar, a gente vai fazer até estaleiro na Pampulha, em Minas Gerais, onde não tem", completou Lula.

O presidente Lula havia solicitado ao presidente da Transpetro um estudo que identificasse outra localização no litoral do Ceará viável para a instalação de um equipamento do tipo. "O que eu posso dizer é que o Ceará é importante para ter um estaleiro, o projeto está sendo feito. E o homem que contrata projeto é exatamente um companheiro do Ceará", disse, em referência a Sérgio Machado.


EM CARIRÉ
Inauguração de barragem é adiada

Construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, a barragem do açude Taquara, em Cariré (Norte Cearense), deveria ter sido inaugurada ontem, quando da última visita do Presidente Lula ao Ceará, através de videoconferência, mas acabou não acontecendo por problemas técnicos.

Segundo o diretor do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes, a inauguração oficial só deverá ser feita pela Presidenta Dilma Roussef, no primeiro semestre de seu governo.

Ato inaugural

Na ausência de Lula, o diretor do Dnocs no Estado comandou um ato inaugural simbólico ontem, que contou com representantes do órgão, comunidade local e autoridades.

Açude Taquara

O açude Taquara ocupa uma área de 5 mil m² e contou com investimentos de R$ 120 milhões. Terá capacidade de acumulação de 290 milhões de m³ com o barramento do Rio Jaibaras, no Vale do Acaraú. A obra, que permitirá regularizar o fluxo dos rios Acaraú e Jaibaras, concluída em maio deste ano beneficiará 12 municípios. O açude é o 64º do Ceará e aumenta para 327 o número de grandes reservatórios construídos no Nordeste. Depois de 2 anos de obras, o açude está pronto e, em funcionamento, beneficiará 26 mil pessoas.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)/SÉRGIO DE SOUSA



--
_____________________________________________
Grupo LogMen-Ceará

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Boas Festas !!!!

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;"

Isaias 9:6



Boas Festas.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Artigo: Mercado de logística segue em expansão

Os investimentos na área de Logística no Brasil têm sido intensivo. Portos, aeroportos, rodovias e ferrovias são alvos constantes de investimentos para a melhoria do transporte de cargas. A grande alavanca do setor são os crescentes recordes nas produções e exportações do País, que incentivam ainda mais o trabalho.

O ministro da Secretaria de Portos, Pedro Brito, anunciou recentemente que foram investidos R$ 1,6 bilhão em obras nos portos brasileiros em 2010. Ele também adiantou que a previsão é de que sejam investidos R$ 32 bilhões nos próximos cinco anos. Os maiores investimentos, em 2010, foram aplicados em 6.377 quilômetros de rodovias, somando R$ 42,9 bilhões.

Em quatro anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo investiu cerca de R$ 65 bilhões em ações voltadas para a área da logística.

De acordo com o vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Afonso Shiozaki, mesmo com esses investimentos, o governo ainda tem muito a melhorar em infraestrutura logística. "Na região de Maringá, por exemplo, as estradas são pedagiadas e o transporte acaba saindo caro", diz.

Mão de obra
Shiozaki ainda reforça dizendo que faltam profissionais para gerir a área logística das empresas e diminuir as perdas durante o transporte de produtos. A redução de custos e de prazos de entrega, bem como a exigência da qualidade nos serviços fazem com que profissionais capacitados estejam no mercado à frente dessa gestão.

De acordo com a coordenadora do curso de Logística do Cesumar, Ely Mitie Massuda, a área está em constante expansão e exigindo profissionais qualificados. "Este é um mercado em aquecimento. Há poucos profissionais com conhecimento aprofundado, que tenham a qualificação que um curso superior oferece", revela.

O profissional formado em Logística pode atuar em empresas de transportes de carga nas áreas de operações e planejamento logístico, em empresas de importação e exportação, distribuidoras de produtos e redes logísticas.

Pode ainda exercer atividades em setores de suprimentos e de planejamento de operações em empresas de manufatura, refinarias, empresas de construção civil, hospitais, bancos, supermercados, instituições de ensino e em empresas de consultoria da área de logística.

O Cesumar oferece o curso tecnólogo de Logística, com duração de 2,5 anos, tendo como foco formar profissionais para atuar em todos os setores que a área de logística engloba, como áreas comercial, administrativa e financeira.

Fonte: odiario.com

Noticia: ALL cria empresa de logística de contêineres

A América Latina Logística (ALL) criou uma nova empresa, a “Brado Logística”, que irá atuar como operadora logística para consolidação de contêineres no Brasil. A empresa terá foco, gestão e administração completamente independentes da ALL.

O mercado total na área de atuação da ALL é de aproximadamente 2,6 milhões de contêineres por ano. Atualmente, a participação de ferrovia nesse mercado é menos de 2%, “Nossa participação no mercado de contêineres é muito baixa, além de investimentos específicos iremos oferecer nível e variedade de serviços inéditos no mercado brasileiro, possibilitando o acesso ao modal ferroviário para clientes que não utilizam esse modal atualmente”. comenta Paulo Basílio, diretor presidente da ALL.

A ALL realizou com a Brado Logística um acordo comercial de transporte que garante capacidade, competitividade nos custos e nível de serviço diferenciado para possibilitar o atendimento desse segmento de mercado. A Brado oferecerá além do transporte intermodal, diversos serviços logísticos que irão compor o mix de produtos necessário para viabilizar o acesso de novos clientes à intermodalidade.

Dado a competitividade da intermodalidade ferroviária, a companhia estima que poderá ter até 50% da movimentação de contêineres dos portos em que atua, realidade parecida com a de países desenvolvidos.

Com o objetivo de acelerar essa implementação, a Brado fechou acordo de fusão com a Standard Logística, empresa com experiência em logística de cargas frigorificadas com base intermodal. A Standard está presente em SP, MT e nos três estados da região sul do Brasil, oferecendo serviços variados como movimentação de contêineres, armazenagem, alfandegamento no interior, estufagem, classificação, distribuição fracionada urbana, rastreabilidade de cargas, etiquetagem, e controle de estoques.

A Standard possui cinco terminais intermodais, cinco complexos logísticos de cargas frigorificadas e um porto seco no interior de SP. A empresa possui estrutura operacional e administrativa com mais de mil colaboradores que será a base para as operações da Brado Logística.

Com independência para operar em todo o Brasil, a Brado assume a gestão dos terminais de contêineres já existentes na malha da ALL, Uruguaiana/RS, Porto Alegre/RS, Araucária/PR e Tatuí/SP, além da gestão dos contratos de transporte de contêineres já existentes.

Para viabilizar esse desenho operacional, a Brado investirá em vagões e locomotivas que serão alocadas às rotas de contêiner e possibilitarão trens expressos e dedicados, além de realizar melhorias e ajustes na via permanente e a construção de terminais intermodais. Um dos projetos pioneiros da empresa é operar vagões Double Stack – empilhando dois contêineres para um transporte mais eficiente, aproveitando melhor a capacidade do seu ativo, gerando ganhos expressivos de produtividade e rentabilidade. A Brado Logística estima investimentos da ordem de R$ 1 bilhão para os próximos 5 anos.

Fonte: Portal Portos e Navios

A Logística no ranking das Empresas Mais Admiradas no Brasil.

A ALL-AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA S.A.  É A EMPRESA MAIS ADMIRADA NA ÁREA DE LOGÍSTICA EM 2010, SEGUNDO CARTA CAPITAL.

Ética, qualidade de gestão, inovação e respeito pelo consumidor foram algumas das qualidades destacadas
A ALL - América Latina Logística, maior operadora logística da América Latina, é a mais admirada pelo segundo ano consecutivo entre as empresas de logística, segundo o ranking das Empresas Mais Admiradas no Brasil publicado por CartaCapital, em parceria com o consultor Paulo Secches, da Officina Sophia.

O trabalho é fruto de uma extensa pesquisa, que avaliou 48 segmentos econômicos e realizou mais de 1,1 mil entrevistas com executivos entre junho e agosto. Ética, qualidade de gestão, inovação e respeito pelo consumidor foram algumas dos atributos destacados da operadora logística pelos entrevistados. Pedro Almeida, diretor de Relações Institucionais da ALL, recebeu o prêmio em cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Sobre a ALL
Maior empresa independente de serviços de logística da América Latina e maior companhia ferroviária do Brasil, a ALL - América Latina Logística possui uma malha de 21.300 mil quilômetros de extensão, que abrange os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Brasil, e nas regiões de Paso de los Libres, Buenos Aires e Mendoza, na Argentina. Opera uma frota de 1.095 locomotivas, 31.650 mil vagões e 700 veículos rodoviários, entre próprios e agregados, e conta com unidades localizadas em pontos estratégicos para embarque e desembarque de carga.

Fundada em 1997, com a concessão da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), para atuar na malha sul do país, vem ampliando sua atuação em um histórico sem precedentes de expansão e aquisições no setor de logística brasileiro. Em 1999, adquiriu as ferrovias argentinas MESO e BAP e em 2001 integrou os ativos da operadora rodoviária Delara, tornando-se uma empresa multimodal. Com a incorporação da Brasil Ferrovias em 2006, incluiu em suas operações o acesso ao Porto de Santos passando a atuar nos maiores corredores de exportação de commodities e nas mais importantes regiões industriais do país.

A ALL parou de operar no modal rodoviário no nordeste efetivamente em 2007, quando então atuava em operações dedicadas nas empresas JMacêdo, Bunge e Ford.

Notícia:Com novas regras, transporte de carga por ferrovia triplicará em 2011


Para triplicar o volume de cargas de produtos e insumos transportados por meio do setor ferroviário, a ANTT anunciou novas regras a partir do fim de janeiro

O setor ferroviário terá novas regras para o transporte de cargas a partir do fim de janeiro, que triplicarão o volume de cargas de produtos e insumos transportados por esse meio, com exceção do minério de ferro, que já usa muito esse tipo de transporte. A afirmação é do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, ao anunciar as medidas.

Segundo Figueiredo, as novas regras têm o objetivo também de combater a ociosidade, pois dos cerca de 28 mil quilômetros de linhas ferroviárias do País, 18 mil quilômetros estão subutilizados, dos quais a metade não é utilizada. "Ou a empresa coloca essas linhas em condições de trafegabilidade ou devolve as linhas para o governo", alertou. Apenas 10 mil quilômetros de linhas, segundo ele, têm passagem de pelo menos um trem por dia.

Para o diretor-geral, as estatísticas usadas atualmente de que o transporte ferroviário responde por 25% do transporte de cargas no País estão superestimadas. Ele observou que esse índice é da década de 70 e que esse percentual deve ser inferior a 10%. "A única coisa que tem medida é o minério. E não temos levantamento do que é transportado pelas rodovias, mas pelos números do faturamento do setor e de consumo de combustível, [o setor ferroviário representa] menos de 10% [do transporte de cargas]."

A ANTT publicou no dia 17, no Diário Oficial da União, três resoluções com novas normas para o setor. A primeira estabelece os procedimentos de operações de direito de passagem e tráfego mútuo, visando à integração do Sistema Ferroviário Federal. A segunda fixa os procedimentos para pactuação das metas de produção e segurança por trecho para as concessionárias de serviço público de transporte ferroviário de cargas e a adesão ao regime de metas de segurança por trecho para os transportadores ferroviários de cargas. A terceira estabelece o regulamento de defesa dos usuários dos serviços de transporte ferroviário de cargas. "Tem que destravar o setor. E essas três resoluções destravam", garantiu Figueiredo.

Segundo Bernardo Figueiredo, as novas normas mudam a relação das ferrovias com o mercado. Ele cita o direito de passagem, que antes era exercido só na impossibilidade de tráfego mútuo, e que agora passa a ser obrigatório. "A ferrovia não vai poder negar passagem", ressaltou. Ele explicou que, no caso de necessidade de investimento adicional para permitir o direito de passagem, a empresa interessada no direito de passagem arcará com o custo. O preço do direito de passagem será negociado entre as partes. Na impossibilidade de acordo, a ANTT arbitrará o valor.  

Metas  -  O objetivo da resolução de metas por trecho, segundo Bernardo, é "a indução para que a concessionária seja mais agressiva que a meta", o que resultará na cobrança da tarifas mais baixas. O objetivo dessa medida, explicou, é evitar ociosidade das linhas.

"A empresa vai dizer o que considera capacidade e nós vamos auditar", disse. Para isso, será implantado até o fim do ano que vem um centro de controle das concessionárias, uma espécie de big brother, que monitorará as linhas, sem interferir na atividade das empresas. "Para que seja eficiente a operação de direito de passagem, alguém tem de tomar conta", destacou.

A terceira resolução, abre a possibilidade de o usuário de transporte ferroviário de cargas ser o próprio operador para autoatendimento, caso essa modalidade seja mais vantajosa que o direito de passagem. "Ninguém terá cerceado o acesso à malha."

Expectativa  -  Além das regras que visam combater a ociosidade das linhas ferroviárias, outras ações são aguardadas com expectativa para o ano que vem no que diz respeito ao transporte. Uma das mais aguardadas e, talvez, a mais importante delas seja o trem de alta velocidade (TAV). A obra, estimada em R$ 33,1 bilhões, vai interligar as cidades de Campinas, Rio de Janeiro e São Paulo. A entrega das propostas para a sua construção, prevista inicialmente para ocorrer em dezembro, foi adiada, mesmo diante das negativas da ANTT.


Na oportunidade, o próprio superintendente executivo da agência, Hélio Mauro França, alegava que os pedidos para o adiamento do leilão eram "apenas manifestações da sociedade". Posteriormente, a ANTT anunciou o adiamento para o dia 11 de abril do ano que vem. Dezoito dias depois está prevista a realização do leilão na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. Com prazo de implementação de seis anos, o TAV deve ter uma demanda de 32 milhões de passageiros por ano e receita de R$ 2 bilhões.  


Ônibus  -  As concessões das linhas de ônibus interestaduais devem ser adiadas para o segundo semestre de 2011, segundo Bernardo Figueiredo. O processo licitatório estava previsto para o primeiro semestre de 2011. Segundo o diretor-geral, serão licitadas 2 mil linhas de ônibus interestaduais.  


Fonte: Jornal DCI

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS & FELIZ 2011

Isaias 9:6
 

Notícia: Nordeste e Sul atraem projetos de galpões logísticos

O mapa dos condomínios industriais passa por uma rápida transformação no Brasil. O fortalecimento de novos mercados consumidores e de pontos de escoamento da produção estão levando os galpões logísticos e de armazenagem para fora do eixo óbvio. Nos últimos três anos, houve uma explosão da oferta nos arredores de São Paulo - principalmente no entorno das rodovias Anhanguera, Castelo Branco e Bandeirantes. Agora, empresas e investidores começam a migrar para outras regiões, especialmente Nordeste e Sul.

O aumento do consumo gerado pela elevação da renda estimulou o segmento. Os galpões logísticos servem como apoio para indústrias dos mais variados setores e entraram na mira dos investidores nos últimos três anos. Até porque o parque instalado no Brasil ainda é simples e obsoleto, com pé direito baixo e com menos de seis metros (hoje não se fala em menos de 12 metros), para um único usuário e sem as especificações exigidas pelas empresas e investidores.

O primeiro lugar procurado para alojar os armazéns multiuso, claro, foi também o que concentra a maior demanda: o eixo das principais rodovias paulistas. Mas o elevado preço das terras e a presença de vários concorrentes nesse entorno - e o concomitante desenvolvimento de outras regiões do país - inicia um movimento de expansão importante. Na nova fronteira de desenvolvimento, as áreas portuárias de destacam e a intermodalidade, que privilegia a integração entre estradas, ferrovias e os portos, ganha importância cada vez maior.

Estudo encomendado pelo Valorà Herzog, empresa especializada em imóveis industriais, mostra que 71% do estoque existente está no Sudeste. De um total de 4,48 milhões de metros quadrados disponíveis no Brasil, 3,1 milhões de metros quadrados prontos estão no Sudeste, que deve receber mais 1,1 milhão de m2no próximo ano.

O maior e mais ousado projeto do Brasil nesse segmento, com 15 milhões de m2, fica ao lado do porto de Suape

Os dois principais eixos de desenvolvimento, segundo a Herzog, são a grande Recife, no Nordeste, e a Grande Curitiba, no Sul. Segundo Simone Santos, responsável pelo estudo, a cidade de Jaboatão dos Guararapes, alavancada pelo porto de Suape, é a principal responsável pelos investimentos ocorridos nos últimos três anos em condomínios industriais no Nordeste.

O Bolsa-Família tornou o Nordeste um mercado consumidor polpudo e o resultado são os recentes anúncios feitos por grandes setores da economia. O recente anúncio da fábrica da Fiat, no Complexo de Suape, e a chegada da Companhia Siderúrgica de Suape - além da fábrica da Ambeve da Kraft Foods, anunciadas anteriormente -, devem estimular uma série de fornecedores a também se instalar na região.

Apenas em 2011, o Nordeste vai receber um estoque maior de galpões industriais do que aquele que já foi construído em toda a sua história. São 195 mil m2novos, segundo a Herzog, contra 145 mil m2já existentes. "Na Grande Recife, já são 75 mil metros quadrados, que podem ser triplicados nos próximos três anos", afirma Simone.

O maior e mais ousado projeto do Brasil, com 15 milhões de m2fica ao lado do porto de Suape (ver texto ao lado).

Empresas especializadas em atuar nos novos eixos são as maiores beneficiadas com a expansão. A Capital Realty é a maior em desenvolvimento de galpões logísticos no Sul do país, com 350 mil metros quadrados construídos e R$ 300 milhões investidos. Está desenvolvendo dois grandes empreendimentos, um em Esteio (RS) e outro em Itajaí (SC). A empresa procura se destacar com serviços diferenciados, como posto de gasolina dentro dos condomínios e terminais ferroviários - Esteio tem uma linha de trem operada pela ALLdentro do complexo industrial.

"Em São Paulo, a demanda é grande, mas a concorrência também é muito forte", afirma Rodrigo Demeterco, diretor-geral da Capital Realty. "Aqui, nós conhecemos a região e conseguimos nos diferenciar", diz.

A VeremonteReal Estate, do espanhol Enrique Bañuelos, está negociando terrenos no Espírito Santo e em Navegantes (SC) e já fechou 120 mil m2em Confins (MG). Também estuda o mercado do Centro-Oeste que, segundo a Herzog, tem taxa de vacância inferior a 2%, contra mais de 8% no Sudeste. "No Centro-Oeste começam a aparecer consultas das duas partes, tanto de empresas que querem ir para lá, como de donos de terras que querem investidores estratégicos e financeiros para ajudar a desenvolver projetos ", afirma Luiz Fernando Davantel, diretor da companhia. Na sua opinião, ainda não adianta ir para mercados que não absorvam preços de locação na casa de R$ 14 a R$ 15. "Tem de ter empresa disposta a pagar por um padrão de desenvolvimento igual ao de São Paulo", diz, acrescentando que o mercado de Minas Gerais é um dos mais maduros.

A mineira MRV, especializada em baixa renda, está investindo na área logística com a MRV Log. A companhia aproveita o know-how na compra de terrenos no eixo rodoviário para atuar nesse segmento. Ela tem 50 mil m2de área bruta locável ficando prontos (Contagem, Belo Horizonte e Jundiaí) e 750 mil m2em projetos. A empresa estudou o mercado de galpões multiuso nos Estados Unidos e, além de São Paulo e interior, possui terrenos em Goiânia, Vitória, Campos, Macaé, Uberlândia e Londrina. "A precariedade fora de São Paulo e Campinas para armazenagem e distribuição de mercadorias é enorme", diz Rubens Menin, presidente da MRV. "As terras estão mais baratas e isso faz diferença."

De acordo com o levantamento, de maneira geral, em todo o Brasil, o preço dos aluguéis teve aumento considerável por conta da falta de estoque. No Sudeste, os preços oscilam, dependendo da qualidade, de R$ 14 a R$ 25 o metro quadrado. No Sul e Norte, os preços oscilam entre R$ 10 e R$ 19. No Nordeste chegam no máximo e R$ 14,5 e R$ 14, no Centro-Oeste.

Empresas que estruturam fundos e reúnem aporte de investidores também estão ativas nesse segmento, como a TRX Realty, que tem cerca de R$ 1 bilhão para investimentos imobiliários. A TRX tem 51% dos empreendimentos em São Paulo, mas Minas já representa 14% e Rio de Janeiro, 15%. Por enquanto, a empresa atua no modelo "build to suit" (construção sob medida) - aliás, foi como começou o desenvolvimento industrial da região - e está estudando comprar grandes áreas para fazer parques logísticos. "Há muitas vias de escoamento alternativas no Sul e Nordeste, os investidores estão muito interessados nesse mercado", diz José Alves Neto, da TRX.


Fonte: Valor Econômico em 20/12/2010

Fusões e aquisições consolidam o mercado de logística

O Brasil vem ganhando destaque com o crescente número de fusões e aquisições. Segundo pesquisa divulgada no final de novembro, o país foi o que mais atraiu este tipo de operação dentro do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), representando 46,6% dos acordos. No mercado de logística, em especial, não é diferente. O número de transações tem apreciado volume e cifras cada vez maiores. No primeiro semestre de 2010, segundo dados da PricewaterhouseCoopers, foram divulgadas para o setor de logística 8 transações com valor médio de US$ 74 milhões, totalizando cerca de US$ 600 milhões.

Para o especialista Antonio Wrobleski, investir no mercado de logística será um bom negócio nos próximos anos e continuará rendendo lucros enquanto a economia continuar aquecida. No entanto, como a atividade no setor é complexa, exigindo especialização e grande poder de investimento (capacidade para aguardar retornos que podem demorar mais de 10 anos), o tamanho da empresa conta e muito. “Nesse cenário as fusões e aquisições serão a melhor alternativa para as companhias que desejem permanecer como protagonistas no mercado”, pondera.

Segundo um estudo interno de sua empresa, a AWRO Logística e Participações, a disposição dos investidores é colocar cerca de R$ 10 bi no negócio nos próximos três anos. Além disso, de acordo com o BNDES, até 2014 o setor industrial vai investir cerca de R$ 850 bilhões no país e deste montante o banco estima que R$ 330 bilhões serão destinados para a logística, contribuindo para expandir o mercado de empresas especializadas na área, que cresce em um ritmo 3 vezes superior ao PIB.

“Atualmente, o setor de logística no Brasil gira em torno de R$ 300 bilhões com projeções para dobrar de tamanho em cinco anos. Temos potencial para isso, pois, segundo estimativas do setor, apenas 5% das empresas brasileiras investem adequadamente na área contra um porcentual de 25% nos EUA e 30% na Europa e no Japão”, comenta Antonio Wrobleski.

E completa, “a previsão é que o setor logístico passe por uma consolidação semelhante a que aconteceu no mercado brasileiro de construção civil”.

Fonte: Olhar Direto em 17/12/2010

Artigo:Sistema de logística continua sendo problema no Brasil

Fonte: Incorporativa em 17/12/2010

Dos produtos fabricados no país, entre 30% e 40% do valor final são referentes aos gastos com o sistema de distribuição

O sistema de logística no mundo é um dos principais problemas no processo de comercialização. Na China, país que mais cresce economicamente, esse continua sendo um dos obstáculos a serem resolvidos. O Brasil, mesmo antes do atual crescimento econômico, já enfrentava dificuldades no setor. Para o professor da Faculdade de Educação Superior do Paraná (FESP), Alberto Possetti (*), que também é doutor em Informática, com atuação em Logística em âmbito empresarial e acadêmico, o sistema de distribuição ainda não é absorvido pelo Brasil.

Entre as soluções apontadas pelo professor, está o cuidado em utilizar meios que acabem com o desperdício. “Não há uma integração entre medidas, embalagens, logística e armazenagem. As pessoas se esquecem de que não adianta se concentrar na qualidade e se esquecer da produtividade e da eficácia”, opina.

Outro ponto deficiente apontado por Possetti está relacionado aos canais da cadeia de distribuição. Ele explica que no Brasil, 57% do transporte de mercadorias usam o sistema rodoviário, 22% o marítimo, 20% o ferroviário, e o aéreo não chega a 1%. “Entre 30% e 40% do valor do produto das prateleiras referem-se ao valor gasto pelo fabricante com logística. Nos Estados Unidos, esse número chega a no máximo 15%, isso porque a maior parte da distribuição de materiais é feita pelo sistema ferroviário”, completa.

Estado
O Paraná consegue ultrapassar os índices nacionais quando os números se referem ao transporte de cargas rodoviário. No Brasil, os registros não chegam a 60%, já no estado, aproxima-se dos 70%. O ferroviário fica na marca dos 12%, o marítimo com 18% e o aéreo se iguala à realidade nacional, não chegando a 1%.

Na opinião do professor, as soluções para esse déficit na logística do país seria o aperfeiçoamento dos meios de transporte; melhoraria na distribuição no ranking; explorar mais o hidroviário; aperfeiçoar a área retroportuária com a ampliação dos terminais, recuperação das vias de acesso e melhorar os sistemas aduaneiros; dar uma atenção especial na gestão de informação, oferecendo cursos de aperfeiçoamento; e um cuidado especial com a logística reversa, que preconiza a sustentabilidade e dá importância ao pós-venda e pós-consumo.

Investimento
Em relação ao sistema de logística no Estado, o especialista afirma que ainda é preciso melhorar a questão portuária. Essas melhorias, de acordo com o professor, estariam previstas pelo Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2). O PAC, além de investir no Porto de Paranaguá, possibilitaria a construção de um porto de grande calado (hub port) em Pontal do Sul, com capacidade para receber navios de maior porte.

Os estudos já estão sendo feitos para a confecção do projeto e para conseguir recursos junto ao governo federal. “Em Itapoá, Santa Catarina, o processo já está bem mais adiantado do que no nosso estado. As obras que estão sendo feitas estão utilizando parte dos recursos destinados por meio do PAC1”, conta.

Outro benefício que favoreceria o Paraná, na opinião de Possetti, seria o aprofundamento em estudos para fomentar o crescimento do transporte pelo meio hidroviário, já que a qualidade de rios com condições de navegação é razoável. A cabotagem, sistema de transporte marítimo conhecido por ser feito na costa nacional entre os portos, também seria outro grande ponto a ser observado, porque geraria economia por meio da logística.


(*) Alberto Possetti , professor doutor em Logística, da Faculdade de Educação Superior do Paraná (FESP)