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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Noticia:Cia. Siderúrgica de Pecém inicia obras no segundo trimestre de 2011

O governador Cid Gomes anunciou a assinatura e oficialização do início das obras de engenharia da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) para o começo do segundo trimestre de 2011. Em fevereiro, segundo Cid, o Estado recebe a visita do acionista majoritário da coreana Dongkuk, que vai assinar com Cid o início das obras.
 O anúncio foi feito após reunião entre Cid, o presidente da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Maurício Chu, e o executivo da Dongkuk, Mr. Moon, na residência oficial. No encontro, também foi definida a executora da obra, a também coreana Posco.
De acordo com o governador Cid Gomes, a obra de engenharia compreende a finalização da terraplenagem e instalação das fundações do empreendimento. Cid disse ainda que a área destinada à siderúrgica foi incorporada a partir de uma permuta entre a CSP e a MPX, do empresário Eike Batista.

Fonte: O Povo (CE)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Noticia:Recursos para o Ceará ficam restritos ao papel

Qua, 17 de Novembro de 2010 07:32

O ano de 2010, apesar da eleição presidencial, está se encerrando sem que o Governo Federal tenha liberado sequer 5% do que foi prometido aos projetos estruturantes do Estado do Ceará, por meio das emendas parlamentares de bancada ao Orçamento Geral da União (OGU).

Na elaboração da peça, em 2009, as sugestões da bancada cearense no Congresso Nacional, que foram autorizadas, totalizavam R$ 433,5 milhões, porém só foi pago, até o momento, R$ 11,2 milhões, o que significa apenas 2,5% do total, aproximadamente.

Não obstante o pouco prestígio político que a representação cearense tem, para liberação dos recursos das emendas de bancada, embora boa parte dos parlamentares seja da base governista, recursos pontuais para a realização de festas e eventos, por exemplo, como parte das emendas individuais de cada deputado ao Orçamento da União, são liberados.

Projetos estruturantes para a área do turismo, em termos de infraestrutura, entretanto, que foram incluídos no rol das emendas de bancada, e se propõem a mudar o perfil turístico do Estado, encontram dificuldade, e até não são liberadas, em todos os ministérios.


Prioridades

No início de 2010, o coordenador da bancada cearense em Brasília, deputado José Guimarães (PT), informava, conforme noticiou o Diário do Nordeste na edição do dia 18 de janeiro deste ano, que uma das prioridades da bancada federal cearense para o ano eleitoral de 2010 era fazer uma mobilização pela liberação dos recursos alocados no Orçamento por meio das emendas de bancada.

E o resultado disso foi a liberação apenas de 2,5% do total até este mês de novembro, faltando pouco mais de um mês para o fim do ano. Um volume aproximado de R$ 11,2 milhões, que exclui, até o momento, as obras estruturantes.

O Hospital da Mulher, a reforma do Estádio Presidente Vargas, a duplicação do Anel Viário na Região Metropolitana de Fortaleza, a reforma do aeroporto de Juazeiro do Norte, a ampliação do Porto do Pecém e a implantação do Cinturão das águas, por exemplo, todas indicadas para receberem recursos pelos deputados federais, não receberam um único centavo, até agora, segundo os números oficiais do próprio Governo.


Liberados

Só duas solicitações dos deputados cearenses entre as emendas de bancadas já receberam dinheiro público federal até o início de novembro: a reforma na Universidade Federal do Ceará (UFC), com R$ 1,9 milhão, e a modernização na estrutura física da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), R$ 9,2 milhões.

De qualquer maneira, os R$ 11,2 milhões enviados ao Ceará em 2010, das emendas de bancada, são ainda superiores ao montante repassado em 2009, apenas pouco mais de R$ 30 mil de um total previsto de R$ 405 milhões. A alegação pelo baixo empenho no ano passado foi a crise econômica mundial, que teria obrigado o Governo Federal a fazer cortes no Orçamento da União.

Em 2010, mesmo não tendo crise, os recursos também não vieram, apesar de a bancada ter definido que a prioridade era a liberação desses recursos para as grandes obras no Estado. Os parlamentares cearenses têm pouco mais de um mês para tentar conseguir junto ao Governo Federal, a liberação de algum recurso, sob pena de terminarmos o ano sem que os recursos serem liberados.


Resposta

O Ministério do Turismo informa que os recursos das emendas parlamentares, individuais ou coletivas, são liberados com o aval do Ministério do Planejamento, ao longo do ano. Segundo a assessoria de comunicação do órgão, questionada sobre a liberação dos recursos para festas no Interior, há um rigoroso critério de liberação e acompanhamento de dinheiro para os eventos públicos que contam com recursos oriundos da União e se destinam a aumentar o fluxo turístico das diversas regiões do País.

Depois de apresentados, os projetos são avaliados de acordo com a legislação e, dependendo do caso, liberados. Os recursos empenhados são fiscalizados por técnicos do Ministério e pela Controladoria Geral da União e Tribunal de Contas.


Fonte: Diário do Nordeste (CE)

V Seminário de Logística do Norte e Nordeste se aproxima!!!!

NÃO PERCA!

Quanto mais se fala em logística mais se estimula o interesse em conhecê-la, como também se fomenta o entendimento de sua importância no atual cenário econômico do país.


A Secretaria Especial dos Portos (SEP) e a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH) realizarão, entre os dias 8 e 11 de dezembro, no Centro de Negócios do Sebrae em Fortaleza/CE, o V Seminário SEP de Logística e Feira de Tendência de Logística do Norte e Nordeste.

Além de abrir espaço para discussões e debates sobre comércio exterior com autoridades, especialistas e técnicos no assunto, o evento tem o objetivo de mapear os pontos positivos e as melhorias que devem existir no relacionamento comercial entre a região portuária do Norte/Nordeste e regiões de outros países.

Em sua programação, o seminário conta com palestras ministradas por Pedro Brito, ministro do SEP/PR, e pelo professor Luciano Coutinho, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Se você é um profissional, estudante ou um interessado pelo tema não perca esta oportunidade, confirme sua presença pelos telefones: 85 3433-7684 ou 3433-7685.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

I Forum Senac de Logistica - São Paulo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Artigo:A difícil (e cara) missão de entregar nas grandes cidades

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda


Está cada vez mais difícil entregar nas grandes cidades. Na década de 90, era comum a realização de 30 ou mais entregas por veículo. No início desta década reduziram-se para ao redor de 20 e para o futuro breve projeta-se de 10 a 15.

À queda na produtividade somou-se ao aumento do custo de transporte, devido ao uso de veículos cada vez menores, como os VUC – Veículo Urbano de Carga com comprimento máximo de 5,50 metros e os VLC – Veículo Leve de Carga (ou ¾ como são conhecidos), com comprimento máximo de 6,5 metros. Devido à menor capacidade de carga útil, o custo em R$/ton saltou de cerca de R$ 50 por tonelada para mais de R$ 100 a R$ 250 por tonelada.

A imposição de zonas para a restrição de veículos e de horários para entrega colaborou ainda mais para acrescentar novos custos à operação de distribuição. Recentemente, com as medidas restritivas criadas pela prefeitura municipal de São Paulo (posteriormente copiadas por outras cidades), surgiu a TRT – Taxa de Restrição de Acesso, para compensar os custos operacionais adicionais impostos às Transportadoras, que equivale a 20% do valor do frete cobrado.

E já existia a cobrança da TDE – Taxa de Dificuldade de Entrega e a TDA – Taxa de Dificuldade de Acesso. Além é claro dos tradicionais GRIS – Gerenciamento de Risco e Ad-Valorem.

Além do custo econômico, é claro, existe um custo social associado ao problema da difícil mobilidade urbana. Motoristas e ajudantes trabalham cada vez mais, enfrentando jornadas desumanas de até 14 horas diárias, gerando gastos adicionais com horas-extras, fora o estresse causado pela dificuldade de locomoção e a cobrança incessante, de Clientes e patrões. Adicione ainda os problemas respiratórios, pois não é nada saudável passar o dia todo respirando esse “maravilhoso” ar puro das cidades.

E infelizmente, não há solução de curto prazo e nem de baixo investimento. Medidas restritivas e punitivas são paliativas, e apenas “empurrarão” um pouco mais para frente os problemas já existentes. Rodízio de veículos, pedágio urbano, inspeção veicular, estreitamento de faixas, inversão do fluxo nos horários de “pico”, aumento da fiscalização e multas, restrição a motocicletas, ônibus fretados e caminhões, etc., são medidas pouco eficazes. Aprenderemos em breve que os caminhões não são os vilões do trânsito, pois para cada caminhão em circulação existem outros 12 veículos de passeio. Em 2009 produzimos 3,0 milhões de automóveis e comerciais leves contra apenas 123 mil caminhões. Nossa frota é estimada em mais de 25 milhões de veículos, sendo que os caminhões representam um pouco mais de 2,0 milhões deles.

Aprenderemos também o quanto custará para uma sociedade a carência do transporte coletivo e a precária infra-estrutura para intermodalidade, fruto do descaso do poder público.

No Brasil, a relação de habitantes por veículo é de 7,4, enquanto nos Estados Unidos é 1,2 e na Europa Ocidental varia de 1,5 a 2,0. Ou seja, nossa frota de veículos vai aumentar ainda, e muito!!!

O problema deixou de ser apenas de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife ou Fortaleza. Cidades que contam com 500 mil a 1 milhão de habitantes já enfrentam problemas de congestionamento das vias, é claro que em menor proporção, mas que em 5 a 10 anos terão suas vias de circulação saturadas, como Guarulhos, Campinas, Joinville, Florianópolis, etc.

São Paulo teve no dia 10/06/2009 o recorde de trânsito, alcançando 293 km de vias congestionadas. São cerca de 1.000 novos veículos todos os dias.

Considerando as estatísticas dos últimos 10 anos, a frota de veículos em Guarulhos cresceu a um ritmo assustador de 8,4% ao ano; em Joinville chegou a 8,1% e em Blumenau e Brasília a 7,5%. As principais capitais do Nordeste cresceram a taxas inferiores a 7,0% (Recife 5,7%, Salvador e Fortaleza 6,8%).

Grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro tiveram um crescimento de 5,4% e 4,3% respectivamente. Segundo a ABCR – Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, o fluxo nas rodovias pedagiadas aumentou 4,9% no comparativo entre Abril/2010 e Abril/2009.

São Paulo, segundo especialistas, parará em mais 2 ou 3 anos. A sua cidade talvez ainda sobreviva por 10 anos. A pergunta que todos fazemos é: o que está sendo feito (ou será) para reverter esse quadro? Nada, absolutamente nada. Está cada vez mais fácil comprar um carro ou um caminhão. As vias públicas não crescem na mesma velocidade e tampouco o transporte público oferece uma solução econômica e confortável para a população. Novas linhas de metrô são inauguradas e em pouquíssimo tempo estão saturadas. Novas avenidas são construídas ou duplicadas e servem apenas para estimular as pessoas a usarem ainda mais seus veículos.

Desta forma, não é preciso ser vidente, guru ou ter uma bola de cristal. A logística ficará cada vez mais complexa e mais cara!!!

Artigo:Transporte no Brasil

Por Samir Keedi*

É muito difícil entender como tudo que é ligado ao transporte se passa no Brasil. Em todos os modos de transporte temos sérios problemas. O que faz da logística brasileira uma das piores do mundo. Sem nenhum favor ao catastrofismo (sic). É pura realidade, infelizmente. E não é só no transporte, mas envolve a operação portuária, longe de padrões aceitáveis. Triste escrevermos isso, mas não temos outra opção, se queremos ajudar.

No transporte marítimo, temos a felicidade de poder desfrutar de uma costa de 7.500 quilômetros. Mas como a usamos, é estarrecedor. É algo que dói até o fundo da alma. A cabotagem, um excelente substituto ao transporte rodoviário, chegou a morrer. Começou a renascer na década de 90, portanto, há poucos anos. Tem um potencial absolutamente fantástico e esperamos que ele se realize. Temos que sair desse marasmo do transporte rodoviário, que domina o transporte de carga dentro do país. Tanto na distribuição de carga, quanto no seu uso para a intermodalidade e a multimodalidade.

O Brasil já foi, e agora pouca gente sabe disso, o segundo maior produtor de navios do mundo. O nosso transporte de comércio exterior chegou a ser de 30% em navios de bandeira brasileira. Hoje está beirando a 0%. Nossos estaleiros também morreram, e vêm renascendo nos últimos anos. Deveremos ter dezenas deles. Mas não vemos chance de recuperarmos aquela extraordinária posição perdida. Não diante da China, Coréia do Sul, Taiwam, etc. que hoje estão em posição de destaque. Fora outros. É uma pena.

O nosso transporte fluvial é quase nulo. E vide que temos 43.000 quilômetros de rios. Segundo se sabe, 16.000 são hidrovias, e apenas 8.000 são utilizados. E esse modo responde por apenas 2% do transporte brasileiro segundo se noticia. Mais uma humilhação. Em especial quando vemos a sua importância nos EUA, na Europa, e para o porto de Rotterdam. Uma pena, uma vez mais. Já que ele é o meio de transporte mais barato que existe.

Quando nos debruçamos sobre o transporte ferroviário, notamos que ele representa 26% da carga transportada dentro de nossas fronteiras. E isso após a privatização e retirada do Estado de suas operações - ainda bem. Que antes era de 18%, e cheio de problemas. Não que já não os temos, mas estão menores com os investimentos realizados pela iniciativa privada. Que segundo se sabe, investiu cerca de 25 bilhões no período entre 1996 e 2009. E em lugar dos prejuízos do Estado, pagou a ele mais de 10 bilhões de reais em concessão e impostos. E o Estado devolveu a ele, em investimento, menos de 10%. Uma lástima, mas normal no Brasil.

Mesmo o rodoviário, que queremos reduzir a cerca de 30%. Hoje é de 60%. Já que somos um país rodoviarista, deveríamos ter estradas adequadas e em condições de uso. Mas, segundo as entidades do setor, 70% delas são ruins ou péssimas. Não dá para entender. Se esse é nosso modo de preferência, ele tem que ser tratado como rei. No entanto, é tratado como mendigo.

E tem mais. Se o rodoviário é nosso modo, temos que ter uma quantidade de estradas coerentes, mesmo que não fossem lá essas coisas. No entanto, ao vermos quanto temos de estradas, nos deparamos com a seguinte situação: 1,5 milhão de quilômetros, e apenas cerca de 170.000 asfaltadas. Nos EUA , em que o trem é o modo preferido, não o caminhão e suas variações, é dito que há 5 milhões de quilômetros de estradas. E todas asfaltadas. Não se entende como as coisas se passam assim. Tem que haver uma mínimo de coerência. E não parece haver este artigo na prateleira do transporte e da logística brasileira.

Os portos são outro mau exemplo. Queremos trazer para cá, para Santos, navios de cerca de 7.000 TEU – Twenty feet or equivalent unit (container de 20 pés ou equivalente – um pé mede 30,48 cm). No entanto, a dragagem do porto continua uma miragem. Fala-se muito e se faz pouco. E ele continua com máximo de 13 metros de profundidade. Muito pouco para o calado (medida entre a linha d’água e a quilha do navio, aquilo que ele precisa de profundidade do porto) desse gigante dos mares. E olha que hoje os navios já estão em 14.000 TEU.

Os portos continuam feudos políticos. Todos sabem que o porto tem que ter administração técnica, profissional. Sua presidência e diretoria não podem, em qualquer hipótese, serem cargos políticos. A economia do país não é para se ficar brincando. É para ser tratada seriamente. Mas, sério, é uma palavra um pouco forte no país, e preferimos reduzir o nível de cobrança. O que reduz, obviamente, toda exigência para o país, que continua a espera de um futuro. E sempre como o país do futuro. E ninguém sabe até quando.

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*Samir Keedi, é economista, consultor e professor da Aduaneiras e diversas universidades, e membro do comitê da ICC-Paris de revisão do atual Incoterms.

Fonte: Revista Sem Fronteiras

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Artigo: Uma luz brilha no fim do túnel...verde, amarela ou vermelha?

Por Marco Antonio Oliveira Neves




Uma luz muito forte brilha no final do túnel. Parece que a tempestade está se dissipando. Será que a calmaria se aproxima?


Tudo (ou quase tudo) aponta para um cenário altamente positivo para os próximos anos. E isso não tem nada a ver com Copa do Mundo ou Olimpíadas. Isso beneficiará muito mais as construtoras licitadas, os políticos diretamente envolvidos com os eventos, os membros dos comitês organizadores e as entidades máximas que representam o futebol e o esporte em geral, como o COI, a FIFA e a CBF. A nós, caberá uma pequena fatia desse saboroso bolo (ou pizza quem sabe).

Voltando à realidade dos mortais, os principais indicadores macro-econômicos de nossa economia parecem estar sob controle. Devemos ter um relativo cuidado com a taxa de inflação, que poderá ser pressionada pelo desequilíbrio entre oferta e demanda de alguns produtos essenciais; por isso, vale a pena monitorar a evolução do IPCA e IGPM. A boa notícia é que deveremos ter uma safra recorde de grãos neste ano.

Mais preocupante é o nível de endividamento da população, principalmente nas classes B e C, que estão abusando da oferta de crédito. Isso sim poderá levar a uma significativa redução no ritmo de demanda e afetar o ritmo da economia interna caso as dívidas não sejam saldadas. Bastante atenção a esse fato!

Também nos preocupa a crise econômica ainda não superada por importantes países europeus, como a Espanha, que enfrenta uma alta taxa de desemprego que envolve 20% da sua população ativa. Inglaterra, França, Alemanha e Portugal ainda não se recuperaram totalmente. E o que falar da Grécia? Vale lembrar que a União Européia é o principal parceiro comercial do Brasil, respondendo por mais de 20% das exportações tupiniquins. Os norte-americanos, igualmente importantes, têm apresentado oscilações em importantes indicadores econômicos, apontando certa fragilidade da sua economia. Menos mal que tudo segue bem na China. Mas, olhos abertos com a Argentina, importante parceiro do Brasil.

Porém, nada disso deverá comprometer os otimistas índices de crescimento no setor de logística e transportes, bem acima da variação prevista para o PIB brasileiro, que deverá ter um crescimento limitado a 5% ou 6% nos próximos anos, devido a gargalos diversos, sendo um deles a disponibilidade de mão-de-obra qualificada e outro, a logística.

Esclarecido o ambiente externo, vamos nos voltar agora à questão interna, particular de cada Transportadora e Operador Logístico. Afinal, o que está sendo feito na sua empresa para usufruir desse positivo cenário projetado para os próximos anos?

Que tipo de investimento está sendo feito na qualificação, atração e retenção de talentos? O que foi feito, internamente, para ampliar o escopo de atuação da área de Recursos Humanos? Quanto sua empresa tem investido em treinamento?

Vamos falar de vendas. O que avançamos na área comercial? Os vendedores foram capacitados tecnicamente? As vendas tem resultado em maior lucro ou apenas no incremento do faturamento? O índice de retenção de clientes está aumentando? O percentual de vendas atrelado a contratos formais é maior? E qual o acréscimo de vendas proveniente de novos Clientes (oxigenação da carteira)? Por fim, quais novos serviços foram lançados?

E a área operacional, continua sobrecarregada e tendo que "apagar incêndios" cada vez maiores?

Vamos aos custos e formação de preços, áreas vitais para qualquer empresa. Sua empresa apresenta pleno domínio dos conceitos técnicos? O fluxo de custeio é confiável para a formação de preços? Os cálculos são realizados em planilhas paralelas ou a partir de informações oriundas de sua solução de gestão empresarial (ERP)? A informação de rentabilidade é gerada ao longo do mês ou apenas após o encerramento do período de apuração dos resultados, com dias ou meses de defasagem?

E que tal falarmos de tecnologia? A empresa tem investido em novas soluções tecnológicas? Os investimentos realizados em hardware e software trouxeram o retorno previsto? A vida dos seus funcionários melhorou com a implantação de novas ferramentas ou eles se tornaram "escravos" das suas funcionalidades? Sua empresa está mais ágil ou mais engessada?

Não podemos esquecer o Cliente, a razão de nossa existência. O que sua empresa tem feito para SUPERAR SUAS EXPECTATIVAS? Você continua achando que o SAC vai resolver seus problemas ou já partiu para buscar uma solução muito mais ampla, de GRC – Gestão do Relacionamento com os Clientes (conhecido aí fora por CRM)?

E para finalizar esses questionamentos, como sua empresa lida com o marketing? Para ela, isso é um luxo desnecessário? Você ainda acredita que entregar calendário, caneta, chaveiro e outras bugigangas, irá ajudar em alguma coisa? E anunciar na revista A, B ou C, que tipo de retorno trouxe? Tentou algo na web?Já ouviu falar em Inteligência de Mercado?

Bem, existe uma forte e brilhante luz no final do túnel. A cor dela dependerá de você. Afinal, qual a sua cor preferida?

Autor: Marco Antonio Oliveira Neves

GESTÃO ESTRATÉGICA DA LOGÍSTICA - Turma XII - Inscrições abertas

CETREDE - UFC

APRESENTAÇÃO


O conhecimento e o controle da cadeia de logística integrada, desde o fabricante até ao consumidor final, é hoje provavelmente a preocupação mais premente de qualquer gestor ou executivo, responsável pela área de armazenagem e distribuição de produtos. Conhecer e racionalizar a utilização dos elementos da cadeia de suprimento é, portanto, um pré-requisito fundamental para que se possa agregar mais valor aos bens e serviços ofertados aos clientes.

Em vista de tudo isso, o Curso pretende abordar o estudo dos elementos estratégicos da logística e a sua utilização pelas organizações contemporâneas, através do desenvolvimento das cadeias integradas de distribuição.


EMENTA
Conceito de Logística Empresarial. Atividades da logística. Estratégia de transporte. Sistema de estocagem, armazenagem e manuseio do produto. Embalagem. Logística e as funções do marketing. Entrada e processamento do pedido. Sistema de informações logísticas. Sistemas de classificação de materiais. Codificação de materiais. Código de barra. Sistema de compras. Gestão da cadeia de suprimentos - Supply Chain. A resposta eficiente ao consumidor ECR (instrumentos básicos).

INSTRUTOR
Prof. Dr. Odilardo Viana
Professor de Logística Empresarial e Organização, Sistema & Métodos do Departamento de Administração da UFC

CARGA HORÁRIA
40 horas-aula.

INSCRIÇÕES
Até 14 de janeiro de 2011.

PERÍODO DE REALIZAÇÃO
De 18 de janeiro a 17 de fevereiro de 2011.

DIAS/ HORÁRIOS
Às terças e quintas-feiras, das 18h30 às 22h.

CLIENTELA
Estudantes universitários de administração ou áreas afins, empreendedores, gerentes e demais profissionais que atuam na gestão de negócios.

INVESTIMENTO
Em 2 parcelas de R$ 190,00 (cento e noventa reais)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ferrovias!!!

Setor cresce e disputa espaço com transporte rodoviário de cargas


Relegado a segundo plano por várias décadas, o setor ferroviário está reconquistando espaço a reboque do crescimento da economia brasileira. O transporte ferroviário de cargas, por exemplo, voltou a competir com o modal rodoviário e a expectativa é que tenha resultados expressivos ao longo dos próximos dez anos.

"A próxima década promete ser extremamente promissora para o setor ferroviário, tanto para o transportes de cargas quanto para o de passageiros", disse ontem (dia 9) o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), entre 1997 e 2009 o transporte ferroviário de cargas cresceu 77,4%, quase o dobro dos 39,5% de aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Na "nova era do transporte ferroviário", conforme a entidade classifica o período, a produção ferroviária nacional cresceu 77,4%, saltando de 137,2 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) para 243,4 bilhões de TKU.

Além disso, enquanto o modal rodoviário até o final dos anos 1990 respondia por cerca de 62% do transporte de cargas, o ferroviário era responsável por apenas 18% dos deslocamentos. Hoje, os trens já respondem por 26% do transporte de cargas.

Segundo Abate, o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), lançado em 2007 e revisado anualmente com o acréscimo de previsão de novas futuras obras, contribuiu para o crescimento do setor, permitindo que as empresas planejem investimentos de forma estratégica. A última edição do plano prevê a expansão da malha ferroviária dos atuais 29 mil quilômetros para cerca de 44 mil quilômetros em dez anos.

A intenção do governo federal é que, até 2025, os trens respondam pelo transporte de pelo menos 35% de todas as matérias-primas e produtos. De acordo com Abate, estão previstos investimentos da ordem de R$ 100 bilhões para os próximos seis anos. Pelo menos metade desse dinheiro, assinalou, deverá ser gasto na expansão do transporte ferroviário de cargas.

Ao participar da abertura de uma feira de negócios do setor, na capital paulista, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, destacou o bom momento porque passa o transporte ferroviário. Segundo ele, a expansão da malha e o crescimento da atividade econômica vão exigir a compra de pelo menos 40 mil vagões de cargas, 4 mil carros de passageiros e de 2,1 mil locomotivas nos próximos dez anos.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Logística - Atividade portuária em debate

O ministro chefe da Secretaria Especial dos Portos (SEP), Pedro Brito, lançou ontem (8), em Fortaleza, no Marina Park Hotel, o V Seminário SEP de Logística e a Feira de Tendência de Logística do Norte e Nordeste. O evento, realizado em parceria com a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidrovias (ABEPH), ocorrerá entre os dias 08 e 11 de dezembro, no Centro de Negócios do Sebrae Ceará.

Durante o lançamento, o ministro Pedro Brito apresentou os assuntos que serão discutidos no seminário e falou sobre a infraestrutura do Ceará. Segundo ele, o Porto do Pecém está possibilitando a atração de siderúrgicas e refinarias e o Porto do Mucuripe está mais eficiente, com a chegada de um novo cais para container com profundidade de 14 metros, o que vai duplicar a sua capacidade em movimentação de carga.

Brito destacou que esses investimentos portuários não podem preceder de melhorias nos acessos aos portos - rodovias e ferrovias -, que vão dar a eficiência que esse conjunto de logística precisa. “Essa infraestrutura é que garante investimentos privados para o Estado, e assim, a geração de empregos. Do ponto de vista empresarial, essa estrutura dá condições para que novas empresas se instalem no Ceará”, afirma.

OBJETIVOS

Conforme o ministro, o V seminário SEP de Logística objetiva promover o debate sobre comércio exterior, infraestrutura e logística, com autoridades, especialistas e técnicos no assunto, buscando a melhoria e eficiência de toda a cadeia produtiva do setor exportador e importador.

O evento pretende, ainda, consolidar entre os expositores e participantes o conceito de que o Norte e Nordeste possuem infraestrutura capaz de atender às demandas da região e do País, e mostrar que está faltando uma conectividade entre as diversas regiões do Brasil. Outros fatores também deverão ser disseminados com destaque para a região Nordeste, com a sua localização mais próxima dos mercados europeu, norte-americano e do continente africano.

Para o presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André Holanda, o seminário de logística é importante para a integração dos modais ferroviário, rodoviário e de cabotagem (movimentação de navios entre portos do País). Ele também ressaltou as obras no Porto do Mucuripe, que tem como destaque a dragagem do porto, com previsão de conclusão para o final de janeiro. Outras obras são a derrocagem do berço 103 e o terminal de multiuso do porto, com uma carga de atracação de 350 metros de comprimento.

O público alvo do seminário são as empresas importadoras e exportadoras e os profissionais da sua cadeia de fornecedores, empreiteiros, construtores, concessionários de rodovias, operadores de logísticas, governos em todas as esferas, portuários, aeroviários, imprensa e líderes das comunidades, portos, seguradoras, transportes aéreo, marítimo, ferroviário, multimodal e rodoviário. As inscrições para o V seminário SEP de logísticas podem ser feitas pelo site www.seminariosep.com.br.

Fonte: O Estado do Ceará