quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Artigo:A difícil (e cara) missão de entregar nas grandes cidades
Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda
Está cada vez mais difícil entregar nas grandes cidades. Na década de 90, era comum a realização de 30 ou mais entregas por veículo. No início desta década reduziram-se para ao redor de 20 e para o futuro breve projeta-se de 10 a 15.
À queda na produtividade somou-se ao aumento do custo de transporte, devido ao uso de veículos cada vez menores, como os VUC – Veículo Urbano de Carga com comprimento máximo de 5,50 metros e os VLC – Veículo Leve de Carga (ou ¾ como são conhecidos), com comprimento máximo de 6,5 metros. Devido à menor capacidade de carga útil, o custo em R$/ton saltou de cerca de R$ 50 por tonelada para mais de R$ 100 a R$ 250 por tonelada.
A imposição de zonas para a restrição de veículos e de horários para entrega colaborou ainda mais para acrescentar novos custos à operação de distribuição. Recentemente, com as medidas restritivas criadas pela prefeitura municipal de São Paulo (posteriormente copiadas por outras cidades), surgiu a TRT – Taxa de Restrição de Acesso, para compensar os custos operacionais adicionais impostos às Transportadoras, que equivale a 20% do valor do frete cobrado.
E já existia a cobrança da TDE – Taxa de Dificuldade de Entrega e a TDA – Taxa de Dificuldade de Acesso. Além é claro dos tradicionais GRIS – Gerenciamento de Risco e Ad-Valorem.
Além do custo econômico, é claro, existe um custo social associado ao problema da difícil mobilidade urbana. Motoristas e ajudantes trabalham cada vez mais, enfrentando jornadas desumanas de até 14 horas diárias, gerando gastos adicionais com horas-extras, fora o estresse causado pela dificuldade de locomoção e a cobrança incessante, de Clientes e patrões. Adicione ainda os problemas respiratórios, pois não é nada saudável passar o dia todo respirando esse “maravilhoso” ar puro das cidades.
E infelizmente, não há solução de curto prazo e nem de baixo investimento. Medidas restritivas e punitivas são paliativas, e apenas “empurrarão” um pouco mais para frente os problemas já existentes. Rodízio de veículos, pedágio urbano, inspeção veicular, estreitamento de faixas, inversão do fluxo nos horários de “pico”, aumento da fiscalização e multas, restrição a motocicletas, ônibus fretados e caminhões, etc., são medidas pouco eficazes. Aprenderemos em breve que os caminhões não são os vilões do trânsito, pois para cada caminhão em circulação existem outros 12 veículos de passeio. Em 2009 produzimos 3,0 milhões de automóveis e comerciais leves contra apenas 123 mil caminhões. Nossa frota é estimada em mais de 25 milhões de veículos, sendo que os caminhões representam um pouco mais de 2,0 milhões deles.
Aprenderemos também o quanto custará para uma sociedade a carência do transporte coletivo e a precária infra-estrutura para intermodalidade, fruto do descaso do poder público.
No Brasil, a relação de habitantes por veículo é de 7,4, enquanto nos Estados Unidos é 1,2 e na Europa Ocidental varia de 1,5 a 2,0. Ou seja, nossa frota de veículos vai aumentar ainda, e muito!!!
O problema deixou de ser apenas de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife ou Fortaleza. Cidades que contam com 500 mil a 1 milhão de habitantes já enfrentam problemas de congestionamento das vias, é claro que em menor proporção, mas que em 5 a 10 anos terão suas vias de circulação saturadas, como Guarulhos, Campinas, Joinville, Florianópolis, etc.
São Paulo teve no dia 10/06/2009 o recorde de trânsito, alcançando 293 km de vias congestionadas. São cerca de 1.000 novos veículos todos os dias.
Considerando as estatísticas dos últimos 10 anos, a frota de veículos em Guarulhos cresceu a um ritmo assustador de 8,4% ao ano; em Joinville chegou a 8,1% e em Blumenau e Brasília a 7,5%. As principais capitais do Nordeste cresceram a taxas inferiores a 7,0% (Recife 5,7%, Salvador e Fortaleza 6,8%).
Grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro tiveram um crescimento de 5,4% e 4,3% respectivamente. Segundo a ABCR – Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, o fluxo nas rodovias pedagiadas aumentou 4,9% no comparativo entre Abril/2010 e Abril/2009.
São Paulo, segundo especialistas, parará em mais 2 ou 3 anos. A sua cidade talvez ainda sobreviva por 10 anos. A pergunta que todos fazemos é: o que está sendo feito (ou será) para reverter esse quadro? Nada, absolutamente nada. Está cada vez mais fácil comprar um carro ou um caminhão. As vias públicas não crescem na mesma velocidade e tampouco o transporte público oferece uma solução econômica e confortável para a população. Novas linhas de metrô são inauguradas e em pouquíssimo tempo estão saturadas. Novas avenidas são construídas ou duplicadas e servem apenas para estimular as pessoas a usarem ainda mais seus veículos.
Desta forma, não é preciso ser vidente, guru ou ter uma bola de cristal. A logística ficará cada vez mais complexa e mais cara!!!
Está cada vez mais difícil entregar nas grandes cidades. Na década de 90, era comum a realização de 30 ou mais entregas por veículo. No início desta década reduziram-se para ao redor de 20 e para o futuro breve projeta-se de 10 a 15.
À queda na produtividade somou-se ao aumento do custo de transporte, devido ao uso de veículos cada vez menores, como os VUC – Veículo Urbano de Carga com comprimento máximo de 5,50 metros e os VLC – Veículo Leve de Carga (ou ¾ como são conhecidos), com comprimento máximo de 6,5 metros. Devido à menor capacidade de carga útil, o custo em R$/ton saltou de cerca de R$ 50 por tonelada para mais de R$ 100 a R$ 250 por tonelada.
A imposição de zonas para a restrição de veículos e de horários para entrega colaborou ainda mais para acrescentar novos custos à operação de distribuição. Recentemente, com as medidas restritivas criadas pela prefeitura municipal de São Paulo (posteriormente copiadas por outras cidades), surgiu a TRT – Taxa de Restrição de Acesso, para compensar os custos operacionais adicionais impostos às Transportadoras, que equivale a 20% do valor do frete cobrado.
E já existia a cobrança da TDE – Taxa de Dificuldade de Entrega e a TDA – Taxa de Dificuldade de Acesso. Além é claro dos tradicionais GRIS – Gerenciamento de Risco e Ad-Valorem.
Além do custo econômico, é claro, existe um custo social associado ao problema da difícil mobilidade urbana. Motoristas e ajudantes trabalham cada vez mais, enfrentando jornadas desumanas de até 14 horas diárias, gerando gastos adicionais com horas-extras, fora o estresse causado pela dificuldade de locomoção e a cobrança incessante, de Clientes e patrões. Adicione ainda os problemas respiratórios, pois não é nada saudável passar o dia todo respirando esse “maravilhoso” ar puro das cidades.
E infelizmente, não há solução de curto prazo e nem de baixo investimento. Medidas restritivas e punitivas são paliativas, e apenas “empurrarão” um pouco mais para frente os problemas já existentes. Rodízio de veículos, pedágio urbano, inspeção veicular, estreitamento de faixas, inversão do fluxo nos horários de “pico”, aumento da fiscalização e multas, restrição a motocicletas, ônibus fretados e caminhões, etc., são medidas pouco eficazes. Aprenderemos em breve que os caminhões não são os vilões do trânsito, pois para cada caminhão em circulação existem outros 12 veículos de passeio. Em 2009 produzimos 3,0 milhões de automóveis e comerciais leves contra apenas 123 mil caminhões. Nossa frota é estimada em mais de 25 milhões de veículos, sendo que os caminhões representam um pouco mais de 2,0 milhões deles.
Aprenderemos também o quanto custará para uma sociedade a carência do transporte coletivo e a precária infra-estrutura para intermodalidade, fruto do descaso do poder público.
No Brasil, a relação de habitantes por veículo é de 7,4, enquanto nos Estados Unidos é 1,2 e na Europa Ocidental varia de 1,5 a 2,0. Ou seja, nossa frota de veículos vai aumentar ainda, e muito!!!
O problema deixou de ser apenas de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife ou Fortaleza. Cidades que contam com 500 mil a 1 milhão de habitantes já enfrentam problemas de congestionamento das vias, é claro que em menor proporção, mas que em 5 a 10 anos terão suas vias de circulação saturadas, como Guarulhos, Campinas, Joinville, Florianópolis, etc.
São Paulo teve no dia 10/06/2009 o recorde de trânsito, alcançando 293 km de vias congestionadas. São cerca de 1.000 novos veículos todos os dias.
Considerando as estatísticas dos últimos 10 anos, a frota de veículos em Guarulhos cresceu a um ritmo assustador de 8,4% ao ano; em Joinville chegou a 8,1% e em Blumenau e Brasília a 7,5%. As principais capitais do Nordeste cresceram a taxas inferiores a 7,0% (Recife 5,7%, Salvador e Fortaleza 6,8%).
Grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro tiveram um crescimento de 5,4% e 4,3% respectivamente. Segundo a ABCR – Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, o fluxo nas rodovias pedagiadas aumentou 4,9% no comparativo entre Abril/2010 e Abril/2009.
São Paulo, segundo especialistas, parará em mais 2 ou 3 anos. A sua cidade talvez ainda sobreviva por 10 anos. A pergunta que todos fazemos é: o que está sendo feito (ou será) para reverter esse quadro? Nada, absolutamente nada. Está cada vez mais fácil comprar um carro ou um caminhão. As vias públicas não crescem na mesma velocidade e tampouco o transporte público oferece uma solução econômica e confortável para a população. Novas linhas de metrô são inauguradas e em pouquíssimo tempo estão saturadas. Novas avenidas são construídas ou duplicadas e servem apenas para estimular as pessoas a usarem ainda mais seus veículos.
Desta forma, não é preciso ser vidente, guru ou ter uma bola de cristal. A logística ficará cada vez mais complexa e mais cara!!!
Artigo:Transporte no Brasil
Por Samir Keedi*
É muito difícil entender como tudo que é ligado ao transporte se passa no Brasil. Em todos os modos de transporte temos sérios problemas. O que faz da logística brasileira uma das piores do mundo. Sem nenhum favor ao catastrofismo (sic). É pura realidade, infelizmente. E não é só no transporte, mas envolve a operação portuária, longe de padrões aceitáveis. Triste escrevermos isso, mas não temos outra opção, se queremos ajudar.
No transporte marítimo, temos a felicidade de poder desfrutar de uma costa de 7.500 quilômetros. Mas como a usamos, é estarrecedor. É algo que dói até o fundo da alma. A cabotagem, um excelente substituto ao transporte rodoviário, chegou a morrer. Começou a renascer na década de 90, portanto, há poucos anos. Tem um potencial absolutamente fantástico e esperamos que ele se realize. Temos que sair desse marasmo do transporte rodoviário, que domina o transporte de carga dentro do país. Tanto na distribuição de carga, quanto no seu uso para a intermodalidade e a multimodalidade.
O Brasil já foi, e agora pouca gente sabe disso, o segundo maior produtor de navios do mundo. O nosso transporte de comércio exterior chegou a ser de 30% em navios de bandeira brasileira. Hoje está beirando a 0%. Nossos estaleiros também morreram, e vêm renascendo nos últimos anos. Deveremos ter dezenas deles. Mas não vemos chance de recuperarmos aquela extraordinária posição perdida. Não diante da China, Coréia do Sul, Taiwam, etc. que hoje estão em posição de destaque. Fora outros. É uma pena.
O nosso transporte fluvial é quase nulo. E vide que temos 43.000 quilômetros de rios. Segundo se sabe, 16.000 são hidrovias, e apenas 8.000 são utilizados. E esse modo responde por apenas 2% do transporte brasileiro segundo se noticia. Mais uma humilhação. Em especial quando vemos a sua importância nos EUA, na Europa, e para o porto de Rotterdam. Uma pena, uma vez mais. Já que ele é o meio de transporte mais barato que existe.
Quando nos debruçamos sobre o transporte ferroviário, notamos que ele representa 26% da carga transportada dentro de nossas fronteiras. E isso após a privatização e retirada do Estado de suas operações - ainda bem. Que antes era de 18%, e cheio de problemas. Não que já não os temos, mas estão menores com os investimentos realizados pela iniciativa privada. Que segundo se sabe, investiu cerca de 25 bilhões no período entre 1996 e 2009. E em lugar dos prejuízos do Estado, pagou a ele mais de 10 bilhões de reais em concessão e impostos. E o Estado devolveu a ele, em investimento, menos de 10%. Uma lástima, mas normal no Brasil.
Mesmo o rodoviário, que queremos reduzir a cerca de 30%. Hoje é de 60%. Já que somos um país rodoviarista, deveríamos ter estradas adequadas e em condições de uso. Mas, segundo as entidades do setor, 70% delas são ruins ou péssimas. Não dá para entender. Se esse é nosso modo de preferência, ele tem que ser tratado como rei. No entanto, é tratado como mendigo.
E tem mais. Se o rodoviário é nosso modo, temos que ter uma quantidade de estradas coerentes, mesmo que não fossem lá essas coisas. No entanto, ao vermos quanto temos de estradas, nos deparamos com a seguinte situação: 1,5 milhão de quilômetros, e apenas cerca de 170.000 asfaltadas. Nos EUA , em que o trem é o modo preferido, não o caminhão e suas variações, é dito que há 5 milhões de quilômetros de estradas. E todas asfaltadas. Não se entende como as coisas se passam assim. Tem que haver uma mínimo de coerência. E não parece haver este artigo na prateleira do transporte e da logística brasileira.
Os portos são outro mau exemplo. Queremos trazer para cá, para Santos, navios de cerca de 7.000 TEU – Twenty feet or equivalent unit (container de 20 pés ou equivalente – um pé mede 30,48 cm). No entanto, a dragagem do porto continua uma miragem. Fala-se muito e se faz pouco. E ele continua com máximo de 13 metros de profundidade. Muito pouco para o calado (medida entre a linha d’água e a quilha do navio, aquilo que ele precisa de profundidade do porto) desse gigante dos mares. E olha que hoje os navios já estão em 14.000 TEU.
Os portos continuam feudos políticos. Todos sabem que o porto tem que ter administração técnica, profissional. Sua presidência e diretoria não podem, em qualquer hipótese, serem cargos políticos. A economia do país não é para se ficar brincando. É para ser tratada seriamente. Mas, sério, é uma palavra um pouco forte no país, e preferimos reduzir o nível de cobrança. O que reduz, obviamente, toda exigência para o país, que continua a espera de um futuro. E sempre como o país do futuro. E ninguém sabe até quando.
---
*Samir Keedi, é economista, consultor e professor da Aduaneiras e diversas universidades, e membro do comitê da ICC-Paris de revisão do atual Incoterms.
Fonte: Revista Sem Fronteiras
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Artigo: Uma luz brilha no fim do túnel...verde, amarela ou vermelha?
Por Marco Antonio Oliveira Neves
Uma luz muito forte brilha no final do túnel. Parece que a tempestade está se dissipando. Será que a calmaria se aproxima?
Tudo (ou quase tudo) aponta para um cenário altamente positivo para os próximos anos. E isso não tem nada a ver com Copa do Mundo ou Olimpíadas. Isso beneficiará muito mais as construtoras licitadas, os políticos diretamente envolvidos com os eventos, os membros dos comitês organizadores e as entidades máximas que representam o futebol e o esporte em geral, como o COI, a FIFA e a CBF. A nós, caberá uma pequena fatia desse saboroso bolo (ou pizza quem sabe).
Voltando à realidade dos mortais, os principais indicadores macro-econômicos de nossa economia parecem estar sob controle. Devemos ter um relativo cuidado com a taxa de inflação, que poderá ser pressionada pelo desequilíbrio entre oferta e demanda de alguns produtos essenciais; por isso, vale a pena monitorar a evolução do IPCA e IGPM. A boa notícia é que deveremos ter uma safra recorde de grãos neste ano.
Mais preocupante é o nível de endividamento da população, principalmente nas classes B e C, que estão abusando da oferta de crédito. Isso sim poderá levar a uma significativa redução no ritmo de demanda e afetar o ritmo da economia interna caso as dívidas não sejam saldadas. Bastante atenção a esse fato!
Também nos preocupa a crise econômica ainda não superada por importantes países europeus, como a Espanha, que enfrenta uma alta taxa de desemprego que envolve 20% da sua população ativa. Inglaterra, França, Alemanha e Portugal ainda não se recuperaram totalmente. E o que falar da Grécia? Vale lembrar que a União Européia é o principal parceiro comercial do Brasil, respondendo por mais de 20% das exportações tupiniquins. Os norte-americanos, igualmente importantes, têm apresentado oscilações em importantes indicadores econômicos, apontando certa fragilidade da sua economia. Menos mal que tudo segue bem na China. Mas, olhos abertos com a Argentina, importante parceiro do Brasil.
Porém, nada disso deverá comprometer os otimistas índices de crescimento no setor de logística e transportes, bem acima da variação prevista para o PIB brasileiro, que deverá ter um crescimento limitado a 5% ou 6% nos próximos anos, devido a gargalos diversos, sendo um deles a disponibilidade de mão-de-obra qualificada e outro, a logística.
Esclarecido o ambiente externo, vamos nos voltar agora à questão interna, particular de cada Transportadora e Operador Logístico. Afinal, o que está sendo feito na sua empresa para usufruir desse positivo cenário projetado para os próximos anos?
Que tipo de investimento está sendo feito na qualificação, atração e retenção de talentos? O que foi feito, internamente, para ampliar o escopo de atuação da área de Recursos Humanos? Quanto sua empresa tem investido em treinamento?
Vamos falar de vendas. O que avançamos na área comercial? Os vendedores foram capacitados tecnicamente? As vendas tem resultado em maior lucro ou apenas no incremento do faturamento? O índice de retenção de clientes está aumentando? O percentual de vendas atrelado a contratos formais é maior? E qual o acréscimo de vendas proveniente de novos Clientes (oxigenação da carteira)? Por fim, quais novos serviços foram lançados?
E a área operacional, continua sobrecarregada e tendo que "apagar incêndios" cada vez maiores?
Vamos aos custos e formação de preços, áreas vitais para qualquer empresa. Sua empresa apresenta pleno domínio dos conceitos técnicos? O fluxo de custeio é confiável para a formação de preços? Os cálculos são realizados em planilhas paralelas ou a partir de informações oriundas de sua solução de gestão empresarial (ERP)? A informação de rentabilidade é gerada ao longo do mês ou apenas após o encerramento do período de apuração dos resultados, com dias ou meses de defasagem?
E que tal falarmos de tecnologia? A empresa tem investido em novas soluções tecnológicas? Os investimentos realizados em hardware e software trouxeram o retorno previsto? A vida dos seus funcionários melhorou com a implantação de novas ferramentas ou eles se tornaram "escravos" das suas funcionalidades? Sua empresa está mais ágil ou mais engessada?
Não podemos esquecer o Cliente, a razão de nossa existência. O que sua empresa tem feito para SUPERAR SUAS EXPECTATIVAS? Você continua achando que o SAC vai resolver seus problemas ou já partiu para buscar uma solução muito mais ampla, de GRC – Gestão do Relacionamento com os Clientes (conhecido aí fora por CRM)?
E para finalizar esses questionamentos, como sua empresa lida com o marketing? Para ela, isso é um luxo desnecessário? Você ainda acredita que entregar calendário, caneta, chaveiro e outras bugigangas, irá ajudar em alguma coisa? E anunciar na revista A, B ou C, que tipo de retorno trouxe? Tentou algo na web?Já ouviu falar em Inteligência de Mercado?
Bem, existe uma forte e brilhante luz no final do túnel. A cor dela dependerá de você. Afinal, qual a sua cor preferida?
Autor: Marco Antonio Oliveira Neves
Uma luz muito forte brilha no final do túnel. Parece que a tempestade está se dissipando. Será que a calmaria se aproxima?
Tudo (ou quase tudo) aponta para um cenário altamente positivo para os próximos anos. E isso não tem nada a ver com Copa do Mundo ou Olimpíadas. Isso beneficiará muito mais as construtoras licitadas, os políticos diretamente envolvidos com os eventos, os membros dos comitês organizadores e as entidades máximas que representam o futebol e o esporte em geral, como o COI, a FIFA e a CBF. A nós, caberá uma pequena fatia desse saboroso bolo (ou pizza quem sabe).
Voltando à realidade dos mortais, os principais indicadores macro-econômicos de nossa economia parecem estar sob controle. Devemos ter um relativo cuidado com a taxa de inflação, que poderá ser pressionada pelo desequilíbrio entre oferta e demanda de alguns produtos essenciais; por isso, vale a pena monitorar a evolução do IPCA e IGPM. A boa notícia é que deveremos ter uma safra recorde de grãos neste ano.
Mais preocupante é o nível de endividamento da população, principalmente nas classes B e C, que estão abusando da oferta de crédito. Isso sim poderá levar a uma significativa redução no ritmo de demanda e afetar o ritmo da economia interna caso as dívidas não sejam saldadas. Bastante atenção a esse fato!
Também nos preocupa a crise econômica ainda não superada por importantes países europeus, como a Espanha, que enfrenta uma alta taxa de desemprego que envolve 20% da sua população ativa. Inglaterra, França, Alemanha e Portugal ainda não se recuperaram totalmente. E o que falar da Grécia? Vale lembrar que a União Européia é o principal parceiro comercial do Brasil, respondendo por mais de 20% das exportações tupiniquins. Os norte-americanos, igualmente importantes, têm apresentado oscilações em importantes indicadores econômicos, apontando certa fragilidade da sua economia. Menos mal que tudo segue bem na China. Mas, olhos abertos com a Argentina, importante parceiro do Brasil.
Porém, nada disso deverá comprometer os otimistas índices de crescimento no setor de logística e transportes, bem acima da variação prevista para o PIB brasileiro, que deverá ter um crescimento limitado a 5% ou 6% nos próximos anos, devido a gargalos diversos, sendo um deles a disponibilidade de mão-de-obra qualificada e outro, a logística.
Esclarecido o ambiente externo, vamos nos voltar agora à questão interna, particular de cada Transportadora e Operador Logístico. Afinal, o que está sendo feito na sua empresa para usufruir desse positivo cenário projetado para os próximos anos?
Que tipo de investimento está sendo feito na qualificação, atração e retenção de talentos? O que foi feito, internamente, para ampliar o escopo de atuação da área de Recursos Humanos? Quanto sua empresa tem investido em treinamento?
Vamos falar de vendas. O que avançamos na área comercial? Os vendedores foram capacitados tecnicamente? As vendas tem resultado em maior lucro ou apenas no incremento do faturamento? O índice de retenção de clientes está aumentando? O percentual de vendas atrelado a contratos formais é maior? E qual o acréscimo de vendas proveniente de novos Clientes (oxigenação da carteira)? Por fim, quais novos serviços foram lançados?
E a área operacional, continua sobrecarregada e tendo que "apagar incêndios" cada vez maiores?
Vamos aos custos e formação de preços, áreas vitais para qualquer empresa. Sua empresa apresenta pleno domínio dos conceitos técnicos? O fluxo de custeio é confiável para a formação de preços? Os cálculos são realizados em planilhas paralelas ou a partir de informações oriundas de sua solução de gestão empresarial (ERP)? A informação de rentabilidade é gerada ao longo do mês ou apenas após o encerramento do período de apuração dos resultados, com dias ou meses de defasagem?
E que tal falarmos de tecnologia? A empresa tem investido em novas soluções tecnológicas? Os investimentos realizados em hardware e software trouxeram o retorno previsto? A vida dos seus funcionários melhorou com a implantação de novas ferramentas ou eles se tornaram "escravos" das suas funcionalidades? Sua empresa está mais ágil ou mais engessada?
Não podemos esquecer o Cliente, a razão de nossa existência. O que sua empresa tem feito para SUPERAR SUAS EXPECTATIVAS? Você continua achando que o SAC vai resolver seus problemas ou já partiu para buscar uma solução muito mais ampla, de GRC – Gestão do Relacionamento com os Clientes (conhecido aí fora por CRM)?
E para finalizar esses questionamentos, como sua empresa lida com o marketing? Para ela, isso é um luxo desnecessário? Você ainda acredita que entregar calendário, caneta, chaveiro e outras bugigangas, irá ajudar em alguma coisa? E anunciar na revista A, B ou C, que tipo de retorno trouxe? Tentou algo na web?Já ouviu falar em Inteligência de Mercado?
Bem, existe uma forte e brilhante luz no final do túnel. A cor dela dependerá de você. Afinal, qual a sua cor preferida?
Autor: Marco Antonio Oliveira Neves
GESTÃO ESTRATÉGICA DA LOGÍSTICA - Turma XII - Inscrições abertas
APRESENTAÇÃO
O conhecimento e o controle da cadeia de logística integrada, desde o fabricante até ao consumidor final, é hoje provavelmente a preocupação mais premente de qualquer gestor ou executivo, responsável pela área de armazenagem e distribuição de produtos. Conhecer e racionalizar a utilização dos elementos da cadeia de suprimento é, portanto, um pré-requisito fundamental para que se possa agregar mais valor aos bens e serviços ofertados aos clientes.
Em vista de tudo isso, o Curso pretende abordar o estudo dos elementos estratégicos da logística e a sua utilização pelas organizações contemporâneas, através do desenvolvimento das cadeias integradas de distribuição.
EMENTA
Conceito de Logística Empresarial. Atividades da logística. Estratégia de transporte. Sistema de estocagem, armazenagem e manuseio do produto. Embalagem. Logística e as funções do marketing. Entrada e processamento do pedido. Sistema de informações logísticas. Sistemas de classificação de materiais. Codificação de materiais. Código de barra. Sistema de compras. Gestão da cadeia de suprimentos - Supply Chain. A resposta eficiente ao consumidor ECR (instrumentos básicos).
INSTRUTOR
Prof. Dr. Odilardo Viana
Professor de Logística Empresarial e Organização, Sistema & Métodos do Departamento de Administração da UFC
CARGA HORÁRIA
40 horas-aula.
INSCRIÇÕES
Até 14 de janeiro de 2011.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
De 18 de janeiro a 17 de fevereiro de 2011.
DIAS/ HORÁRIOS
Às terças e quintas-feiras, das 18h30 às 22h.
CLIENTELA
Estudantes universitários de administração ou áreas afins, empreendedores, gerentes e demais profissionais que atuam na gestão de negócios.
INVESTIMENTO
Em 2 parcelas de R$ 190,00 (cento e noventa reais)
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Ferrovias!!!
Setor cresce e disputa espaço com transporte rodoviário de cargas
Relegado a segundo plano por várias décadas, o setor ferroviário está reconquistando espaço a reboque do crescimento da economia brasileira. O transporte ferroviário de cargas, por exemplo, voltou a competir com o modal rodoviário e a expectativa é que tenha resultados expressivos ao longo dos próximos dez anos.
"A próxima década promete ser extremamente promissora para o setor ferroviário, tanto para o transportes de cargas quanto para o de passageiros", disse ontem (dia 9) o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate.
De acordo com dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), entre 1997 e 2009 o transporte ferroviário de cargas cresceu 77,4%, quase o dobro dos 39,5% de aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Na "nova era do transporte ferroviário", conforme a entidade classifica o período, a produção ferroviária nacional cresceu 77,4%, saltando de 137,2 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) para 243,4 bilhões de TKU.
Além disso, enquanto o modal rodoviário até o final dos anos 1990 respondia por cerca de 62% do transporte de cargas, o ferroviário era responsável por apenas 18% dos deslocamentos. Hoje, os trens já respondem por 26% do transporte de cargas.
Segundo Abate, o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), lançado em 2007 e revisado anualmente com o acréscimo de previsão de novas futuras obras, contribuiu para o crescimento do setor, permitindo que as empresas planejem investimentos de forma estratégica. A última edição do plano prevê a expansão da malha ferroviária dos atuais 29 mil quilômetros para cerca de 44 mil quilômetros em dez anos.
A intenção do governo federal é que, até 2025, os trens respondam pelo transporte de pelo menos 35% de todas as matérias-primas e produtos. De acordo com Abate, estão previstos investimentos da ordem de R$ 100 bilhões para os próximos seis anos. Pelo menos metade desse dinheiro, assinalou, deverá ser gasto na expansão do transporte ferroviário de cargas.
Ao participar da abertura de uma feira de negócios do setor, na capital paulista, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, destacou o bom momento porque passa o transporte ferroviário. Segundo ele, a expansão da malha e o crescimento da atividade econômica vão exigir a compra de pelo menos 40 mil vagões de cargas, 4 mil carros de passageiros e de 2,1 mil locomotivas nos próximos dez anos.
Fonte: Agência Brasil
Relegado a segundo plano por várias décadas, o setor ferroviário está reconquistando espaço a reboque do crescimento da economia brasileira. O transporte ferroviário de cargas, por exemplo, voltou a competir com o modal rodoviário e a expectativa é que tenha resultados expressivos ao longo dos próximos dez anos.
"A próxima década promete ser extremamente promissora para o setor ferroviário, tanto para o transportes de cargas quanto para o de passageiros", disse ontem (dia 9) o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate.
De acordo com dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), entre 1997 e 2009 o transporte ferroviário de cargas cresceu 77,4%, quase o dobro dos 39,5% de aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Na "nova era do transporte ferroviário", conforme a entidade classifica o período, a produção ferroviária nacional cresceu 77,4%, saltando de 137,2 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) para 243,4 bilhões de TKU.
Além disso, enquanto o modal rodoviário até o final dos anos 1990 respondia por cerca de 62% do transporte de cargas, o ferroviário era responsável por apenas 18% dos deslocamentos. Hoje, os trens já respondem por 26% do transporte de cargas.
Segundo Abate, o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), lançado em 2007 e revisado anualmente com o acréscimo de previsão de novas futuras obras, contribuiu para o crescimento do setor, permitindo que as empresas planejem investimentos de forma estratégica. A última edição do plano prevê a expansão da malha ferroviária dos atuais 29 mil quilômetros para cerca de 44 mil quilômetros em dez anos.
A intenção do governo federal é que, até 2025, os trens respondam pelo transporte de pelo menos 35% de todas as matérias-primas e produtos. De acordo com Abate, estão previstos investimentos da ordem de R$ 100 bilhões para os próximos seis anos. Pelo menos metade desse dinheiro, assinalou, deverá ser gasto na expansão do transporte ferroviário de cargas.
Ao participar da abertura de uma feira de negócios do setor, na capital paulista, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, destacou o bom momento porque passa o transporte ferroviário. Segundo ele, a expansão da malha e o crescimento da atividade econômica vão exigir a compra de pelo menos 40 mil vagões de cargas, 4 mil carros de passageiros e de 2,1 mil locomotivas nos próximos dez anos.
Fonte: Agência Brasil
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Logística - Atividade portuária em debate
O ministro chefe da Secretaria Especial dos Portos (SEP), Pedro Brito, lançou ontem (8), em Fortaleza, no Marina Park Hotel, o V Seminário SEP de Logística e a Feira de Tendência de Logística do Norte e Nordeste. O evento, realizado em parceria com a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidrovias (ABEPH), ocorrerá entre os dias 08 e 11 de dezembro, no Centro de Negócios do Sebrae Ceará.
Durante o lançamento, o ministro Pedro Brito apresentou os assuntos que serão discutidos no seminário e falou sobre a infraestrutura do Ceará. Segundo ele, o Porto do Pecém está possibilitando a atração de siderúrgicas e refinarias e o Porto do Mucuripe está mais eficiente, com a chegada de um novo cais para container com profundidade de 14 metros, o que vai duplicar a sua capacidade em movimentação de carga.
Brito destacou que esses investimentos portuários não podem preceder de melhorias nos acessos aos portos - rodovias e ferrovias -, que vão dar a eficiência que esse conjunto de logística precisa. “Essa infraestrutura é que garante investimentos privados para o Estado, e assim, a geração de empregos. Do ponto de vista empresarial, essa estrutura dá condições para que novas empresas se instalem no Ceará”, afirma.
OBJETIVOS
Conforme o ministro, o V seminário SEP de Logística objetiva promover o debate sobre comércio exterior, infraestrutura e logística, com autoridades, especialistas e técnicos no assunto, buscando a melhoria e eficiência de toda a cadeia produtiva do setor exportador e importador.
O evento pretende, ainda, consolidar entre os expositores e participantes o conceito de que o Norte e Nordeste possuem infraestrutura capaz de atender às demandas da região e do País, e mostrar que está faltando uma conectividade entre as diversas regiões do Brasil. Outros fatores também deverão ser disseminados com destaque para a região Nordeste, com a sua localização mais próxima dos mercados europeu, norte-americano e do continente africano.
Para o presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André Holanda, o seminário de logística é importante para a integração dos modais ferroviário, rodoviário e de cabotagem (movimentação de navios entre portos do País). Ele também ressaltou as obras no Porto do Mucuripe, que tem como destaque a dragagem do porto, com previsão de conclusão para o final de janeiro. Outras obras são a derrocagem do berço 103 e o terminal de multiuso do porto, com uma carga de atracação de 350 metros de comprimento.
O público alvo do seminário são as empresas importadoras e exportadoras e os profissionais da sua cadeia de fornecedores, empreiteiros, construtores, concessionários de rodovias, operadores de logísticas, governos em todas as esferas, portuários, aeroviários, imprensa e líderes das comunidades, portos, seguradoras, transportes aéreo, marítimo, ferroviário, multimodal e rodoviário. As inscrições para o V seminário SEP de logísticas podem ser feitas pelo site www.seminariosep.com.br.
Fonte: O Estado do Ceará
Durante o lançamento, o ministro Pedro Brito apresentou os assuntos que serão discutidos no seminário e falou sobre a infraestrutura do Ceará. Segundo ele, o Porto do Pecém está possibilitando a atração de siderúrgicas e refinarias e o Porto do Mucuripe está mais eficiente, com a chegada de um novo cais para container com profundidade de 14 metros, o que vai duplicar a sua capacidade em movimentação de carga.Brito destacou que esses investimentos portuários não podem preceder de melhorias nos acessos aos portos - rodovias e ferrovias -, que vão dar a eficiência que esse conjunto de logística precisa. “Essa infraestrutura é que garante investimentos privados para o Estado, e assim, a geração de empregos. Do ponto de vista empresarial, essa estrutura dá condições para que novas empresas se instalem no Ceará”, afirma.
OBJETIVOS
Conforme o ministro, o V seminário SEP de Logística objetiva promover o debate sobre comércio exterior, infraestrutura e logística, com autoridades, especialistas e técnicos no assunto, buscando a melhoria e eficiência de toda a cadeia produtiva do setor exportador e importador.
O evento pretende, ainda, consolidar entre os expositores e participantes o conceito de que o Norte e Nordeste possuem infraestrutura capaz de atender às demandas da região e do País, e mostrar que está faltando uma conectividade entre as diversas regiões do Brasil. Outros fatores também deverão ser disseminados com destaque para a região Nordeste, com a sua localização mais próxima dos mercados europeu, norte-americano e do continente africano.
Para o presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André Holanda, o seminário de logística é importante para a integração dos modais ferroviário, rodoviário e de cabotagem (movimentação de navios entre portos do País). Ele também ressaltou as obras no Porto do Mucuripe, que tem como destaque a dragagem do porto, com previsão de conclusão para o final de janeiro. Outras obras são a derrocagem do berço 103 e o terminal de multiuso do porto, com uma carga de atracação de 350 metros de comprimento.
O público alvo do seminário são as empresas importadoras e exportadoras e os profissionais da sua cadeia de fornecedores, empreiteiros, construtores, concessionários de rodovias, operadores de logísticas, governos em todas as esferas, portuários, aeroviários, imprensa e líderes das comunidades, portos, seguradoras, transportes aéreo, marítimo, ferroviário, multimodal e rodoviário. As inscrições para o V seminário SEP de logísticas podem ser feitas pelo site www.seminariosep.com.br.
Fonte: O Estado do Ceará
Noticia:Cid se reúne com parceiras coreanas na Ásia
O governador Cid Gomes (PSB) se reúne esta semana, entre quinta e sexta-feira, na Coreia do Sul, com os parceiros internacionais da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), a Posco e a Dongkuk. Ambas são sul-coreanas e parceiras da brasileira Vale no empreendimento.
O embarque ocorreu ontem. Cid, antes de chegar à Coreia do Sul, cumpre agenda a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Moçambique. Na quarta-feira a comitiva segue para a capital sul-coreana, Seul, onde se junta à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), para a reunião do G20. O governador deve permanecer na Coreia do Sul até sexta-feira.As reuniões com as parceiras internacionais da Siderúrgica serão promovidas uma semana após a Posco assinar memorando de entendimento com a Vale e a Dongkuk estabelecendo as bases para sua entrada na Siderúrgica cearense.
Na nova estrutura societária a brasileira Vale conta com metade do empreendimento. Já a Dongkuk fica com 30% e a Posco com 20%.
Negociações finais
Vale, Posco e Dongkuk agora se voltam para as negociação finais do acordo de acionistas, previsto para sair no início do próximo ano. Não foi divulgada a pauta de Cid com as parceiras, mas as reuniões teriam um tom mais informal, com o objetivo de estreitar ainda mais os laços entre o governador e os executivos asiáticos.
ENTENDA A NOTÍCIA
A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), ora em fase de terraplanagem, deve operar a partir de 2014.O investimento é de R$ 4 bilhões e 15 mil empregos devem ser gerados somente execução da obra.
Fonte: O Povo
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Artigo:Integração entre modais é desafio para o Estado
Fonte: Diário do Nordeste
Em meio às obras de dragagem e de ampliação dos portos do Mucuripe e do Pecém, respectivamente, que quando prontas irão aumentar em até 30% a capacidade de movimentação nos dois terminais portuários, eis que novo desafio surge no Ceará: a integração entre os modais de transporte marítimo e rodoferroviário. Esta integração é uma condição básica para fazer fluir como maior velocidade e competitividade o novo volume de cargas que passará a chegar e sair do Estado.
Projeto
Orçada em R$ 300 milhões, a substituição da bitola do referido ramal é, segundo o presidente da Docas, essencial para interligar o Porto de Fortaleza à Ferrovia Transnordestina, que está sendo executada em bitola larga, o que possibilita o transporte de vagões maiores.
Sem a ampliação do ramal Acarape-Mucuripe o transporte de cargas do Porto do Mucuripe, que hoje é feito em bitola métrica menor, ficaria prejudicado. E passaria a perder competitividade, inclusive, com o Porto do Pecém, que recebe atualmente a construção de um terminal de múltiplo uso (Tmut) e que deve ser interligado à ferrovia Transnordestina.
Seminário
Esse é um dos temas que irá ser discutido no V Seminário SEP de Logística e Feira de Tendências de Logística do Norte/ Nordeste, que transcorrerá em Fortaleza, entre os dias oito e 11 de dezembro próximo, no Centro de Negócios do Sebrae. O lançamento do seminário será presidido pelo ministro chefe da Secretaria Especial dos Portos, Pedro Brito, às 9 horas de hoje, no Salão Iracema do Marina Park Hotel, em Fortaleza.
Na oportunidade, o ministro fará um balanço das obras portuárias em andamento no País, notadamente no Ceará, falará sobre a importância do incremento da logística e deverá dar maiores detalhes sobre investimentos públicos e privados, estimados em R$ 30 bilhões, previstos para o setor, nos próximos cinco anos no Brasil.
Segundo a organização do seminário, a palestra magna "Oportunidades de Financiamento para Infraestrutura do Norte e Nordeste" será proferida pelo professor e presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Está confirmada também, a presença da palestrante francesa Pauline Dubois, da Comunidade Urbana de Dunkerque.
O seminário, que irá reunir representantes de todos os elos da logística, pretende fomentar discussões e debates sobre comércio exterior, infraestrutura e logística, com autoridades no assunto, especialistas e técnicos. Será oportunidade também para debater formas eficientes para a melhoria da produtividade de toda a cadeia do setor exportador e importador.
Tendências
A feira de tendências vai funcionar como um show room para o setor, onde serão expostos equipamentos e máquinas e serviços utilizados ultimamente nos principais portos brasileiros.
Até semana passada, 14 empresas ligadas à logística já haviam confirmado presença, número que tende a crescer com a aproximação da data de realização do evento. Para o seminário está sendo esperado público em torno de mil pessoas e na feira, de 400 visitantes.
Docas do Ceará
Desde o dia 29 de setembro, duas dragas com capacidade para 5 mil metros cúbicos (m³) e 13 mil m³ de areia estão trabalhando em Fortaleza na dragagem do Porto do Mucuripe.
A empresa vencedora da licitação, e responsável pela obra, é a brasileira Bandeirantes, do Rio de Janeiro, que tem o prazo de dez meses para concluir o serviço. Mas o prazo deve ser antecipado. A empresa pretende concluir o serviço até o final do ano. O presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André Holanda, acredita que até fevereiro o porto estará com a dragagem pronta.
Com a obra de dragagem, os berços de atracação vão ficar mais profundos. Deixam de ter 10,5 metros e passarão a ter 14 m. Assim, o porto passará a receber navios maiores.
A areia retirada está sendo depositada em alto mar, próximo ao Pirambu e, numa segunda fase, o material será colocado numa área na altura da praia do Náutico.
Toda a obra de dragagem é acompanhada por um monitoramento ambiental feito por técnicos do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ao todo vão ser retirados 6 milhões de m³ de sedimentos.
Segundo Paulo André, o movimento no porto aumentará ainda mais. "Com a dragagem, o movimento no Porto do Mucuripe vai receber um incremento de 30%." O presidente da Companhia Docas falou também da importância em dar suporte a esse crescimento. "A dragagem precisa de outras obras nos modais ferroviário e rodoviário. É preciso escoar essa movimentação de carga, tanto na chegada quanto na saída".
Pensando nisso, já existe um projeto para que o ramal ferroviário Acarape-Mucuripe possa trabalhar com vagões maiores. Seria uma ampliação da Transnordestina, que está sendo executada em bitola larga, o que possibilita o transporte de vagões maiores. O ramal Acarape-Mucuripe, que hoje é feito em bitola métrica (menor), ficaria prejudicado. O projeto de R$ 300 Mi prevê a troca para a bitola larga, e assim o transporte de cargas do Porto do Fortaleza seria ampliado.
SIDERÚRGICA E MONTADORAS
Cid: contatos na África e na Ásia
Após as eleições, antigos projetos estruturantes existentes para o Ceará parecem voltar a serem alvo de esforço do governo. Isto porque o governador Cid Gomes embarca hoje para se juntar à comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente eleita Dilma Rousseff na África. Em seguida, o grupo do presidente parte rumo à Ásia - mais especificamente para a Coreia do Sul - onde participam de encontro com a cúpula do G20 em Seul e permanecem até sexta-feira.
Embora a assessoria de imprensa do governo estadual tenha limitado-se a divulgar que o chefe do Executivo Estadual cearense iria fazer contatos para a Universidade Luso Afro-Brasileira (Unilab) e a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Nélson Martins, observou que, possivelmente, Cid poderá aproveitar a ocasião para visitar montadoras de veículos que podem vir a integrar o futuro polo metal mecânico a ser instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). No entanto, Nélson Martins, disse não saber detalhes da programação do governador. Cid Gomes já dá sinais de forte ligação política com o novo governo Federal que assume em janeiro do próximo ano.
E Cid parece já estar com prestígio com a nova presidente eleita, uma vez que foi o único governador do País convidado para a viagem ao lado dela e de Lula. Integram a comitiva presidencial o chefe da diplomacia brasileira, Celso Amorim, assim como os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Educação, Fernando Haddad.
Fonte: Diário do Nordeste
Em meio às obras de dragagem e de ampliação dos portos do Mucuripe e do Pecém, respectivamente, que quando prontas irão aumentar em até 30% a capacidade de movimentação nos dois terminais portuários, eis que novo desafio surge no Ceará: a integração entre os modais de transporte marítimo e rodoferroviário. Esta integração é uma condição básica para fazer fluir como maior velocidade e competitividade o novo volume de cargas que passará a chegar e sair do Estado.
"A dragagem precisa de outras obras nos modais ferroviário e rodoviário. É preciso escoar essa movimentação de carga, tanto na chegada quanto na saída", ressalta o presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda.
Projeto
Para minimizar o problema de logística, tão crítico quanto a estrutura dos portos brasileiros, Holanda confirma a existência de um projeto para ampliação da bitola do ramal ferroviário Acarape-Mucuripe.
Orçada em R$ 300 milhões, a substituição da bitola do referido ramal é, segundo o presidente da Docas, essencial para interligar o Porto de Fortaleza à Ferrovia Transnordestina, que está sendo executada em bitola larga, o que possibilita o transporte de vagões maiores.
Sem a ampliação do ramal Acarape-Mucuripe o transporte de cargas do Porto do Mucuripe, que hoje é feito em bitola métrica menor, ficaria prejudicado. E passaria a perder competitividade, inclusive, com o Porto do Pecém, que recebe atualmente a construção de um terminal de múltiplo uso (Tmut) e que deve ser interligado à ferrovia Transnordestina.
Seminário
Esse é um dos temas que irá ser discutido no V Seminário SEP de Logística e Feira de Tendências de Logística do Norte/ Nordeste, que transcorrerá em Fortaleza, entre os dias oito e 11 de dezembro próximo, no Centro de Negócios do Sebrae. O lançamento do seminário será presidido pelo ministro chefe da Secretaria Especial dos Portos, Pedro Brito, às 9 horas de hoje, no Salão Iracema do Marina Park Hotel, em Fortaleza.
Na oportunidade, o ministro fará um balanço das obras portuárias em andamento no País, notadamente no Ceará, falará sobre a importância do incremento da logística e deverá dar maiores detalhes sobre investimentos públicos e privados, estimados em R$ 30 bilhões, previstos para o setor, nos próximos cinco anos no Brasil.
Segundo a organização do seminário, a palestra magna "Oportunidades de Financiamento para Infraestrutura do Norte e Nordeste" será proferida pelo professor e presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Está confirmada também, a presença da palestrante francesa Pauline Dubois, da Comunidade Urbana de Dunkerque.
O seminário, que irá reunir representantes de todos os elos da logística, pretende fomentar discussões e debates sobre comércio exterior, infraestrutura e logística, com autoridades no assunto, especialistas e técnicos. Será oportunidade também para debater formas eficientes para a melhoria da produtividade de toda a cadeia do setor exportador e importador.
Tendências
A feira de tendências vai funcionar como um show room para o setor, onde serão expostos equipamentos e máquinas e serviços utilizados ultimamente nos principais portos brasileiros.
Até semana passada, 14 empresas ligadas à logística já haviam confirmado presença, número que tende a crescer com a aproximação da data de realização do evento. Para o seminário está sendo esperado público em torno de mil pessoas e na feira, de 400 visitantes.
Docas do Ceará
Desde o dia 29 de setembro, duas dragas com capacidade para 5 mil metros cúbicos (m³) e 13 mil m³ de areia estão trabalhando em Fortaleza na dragagem do Porto do Mucuripe.
A empresa vencedora da licitação, e responsável pela obra, é a brasileira Bandeirantes, do Rio de Janeiro, que tem o prazo de dez meses para concluir o serviço. Mas o prazo deve ser antecipado. A empresa pretende concluir o serviço até o final do ano. O presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André Holanda, acredita que até fevereiro o porto estará com a dragagem pronta.
Com a obra de dragagem, os berços de atracação vão ficar mais profundos. Deixam de ter 10,5 metros e passarão a ter 14 m. Assim, o porto passará a receber navios maiores.
A areia retirada está sendo depositada em alto mar, próximo ao Pirambu e, numa segunda fase, o material será colocado numa área na altura da praia do Náutico.
Toda a obra de dragagem é acompanhada por um monitoramento ambiental feito por técnicos do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ao todo vão ser retirados 6 milhões de m³ de sedimentos.
Segundo Paulo André, o movimento no porto aumentará ainda mais. "Com a dragagem, o movimento no Porto do Mucuripe vai receber um incremento de 30%." O presidente da Companhia Docas falou também da importância em dar suporte a esse crescimento. "A dragagem precisa de outras obras nos modais ferroviário e rodoviário. É preciso escoar essa movimentação de carga, tanto na chegada quanto na saída".
Pensando nisso, já existe um projeto para que o ramal ferroviário Acarape-Mucuripe possa trabalhar com vagões maiores. Seria uma ampliação da Transnordestina, que está sendo executada em bitola larga, o que possibilita o transporte de vagões maiores. O ramal Acarape-Mucuripe, que hoje é feito em bitola métrica (menor), ficaria prejudicado. O projeto de R$ 300 Mi prevê a troca para a bitola larga, e assim o transporte de cargas do Porto do Fortaleza seria ampliado.
SIDERÚRGICA E MONTADORAS
Cid: contatos na África e na Ásia
Após as eleições, antigos projetos estruturantes existentes para o Ceará parecem voltar a serem alvo de esforço do governo. Isto porque o governador Cid Gomes embarca hoje para se juntar à comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente eleita Dilma Rousseff na África. Em seguida, o grupo do presidente parte rumo à Ásia - mais especificamente para a Coreia do Sul - onde participam de encontro com a cúpula do G20 em Seul e permanecem até sexta-feira.
Embora a assessoria de imprensa do governo estadual tenha limitado-se a divulgar que o chefe do Executivo Estadual cearense iria fazer contatos para a Universidade Luso Afro-Brasileira (Unilab) e a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Nélson Martins, observou que, possivelmente, Cid poderá aproveitar a ocasião para visitar montadoras de veículos que podem vir a integrar o futuro polo metal mecânico a ser instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). No entanto, Nélson Martins, disse não saber detalhes da programação do governador. Cid Gomes já dá sinais de forte ligação política com o novo governo Federal que assume em janeiro do próximo ano.
E Cid parece já estar com prestígio com a nova presidente eleita, uma vez que foi o único governador do País convidado para a viagem ao lado dela e de Lula. Integram a comitiva presidencial o chefe da diplomacia brasileira, Celso Amorim, assim como os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Educação, Fernando Haddad.
Fonte: Diário do Nordeste
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Notícia: Porto de Manaus (AM) amarga R$ 30 milhões em prejuízos com deslizamento de terra
Acidente ocorrido há duas semanas ameaça a logística da Região Norte do País. Seis áreas do terminal já foram interditadas a pedido do MPT (Ministério Público do Trabalho)
Um deslizamento de aproximadamente 30.000 m² de terras ocorreu na margem do Porto Rodofluvial Chibatão, um dos maiores complexos portuários do Estado do Amazonas, localizado na margem do Rio Negro, em Manaus. O acidente, ocorrido no último dia 17, danificou 68 carretas e 56 contêineres, sendo que cada um deles levava, em média, R$ 200 mil em cargas. De acordo com a SETCAM (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Amazonas), o prejuízo total se aproxima de R$ 30 milhões.
Cerca de 30 transportadoras sofreram prejuízos com o deslizamento, mas as perdas são inestimáveis, pois as cargas perdidas pertenciam a inúmeras empresas de diversos setores. “Nós tivemos uma carreta aterrada, e com isso tivemos um prejuízo de aproximadamente R$ 400 mil, incluindo o valor da mercadoria”, comenta Gabriel Armiliato, diretor de marketing da transportadora Jatex, que opera no porto.
O primeiro Secretário do Sindicarga (Sindicato dos Trabalhadores de Cargas do Amazonas), Geraldo Roger da Silva Filho, afirmou que as atividades do Porto continuam. “Apesar de o Porto estar parcialmente interditado, pois ainda há riscos de deslizamento, o descarregamento está ocorrendo normalmente, com a diferença de que as cargas se dirigem direto ao destino, com os contêineres não permanecendo no Porto”, diz o dirigente.
Ainda de acordo com o secretário, se o terminal interrompesse totalmente as atividades, ocorreria um colapso no distrito industrial local, já que 70% do abastecimento é realizado por meio do Porto.
Trabalho arriscado
Trabalhadores operavam em condições de risco até a última quinta-feira (28/10), quando o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou a interdição de seis áreas consideradas de risco, sendo elas: o cais flutuante; duas rampas de descarga de mercadorias; pátio de armazenagem de contêineres; balança do porto e uma área de dez metros a partir do local onde ocorreu o deslizamento de terra.
O terreno do porto privado foi avaliado por especialistas do Serviço Geológico do Brasil e do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), que classificaram a área como “instável”.
Além disso, essa ameaça vem prejudicando o trabalho dos bombeiros em busca por desaparecidos no local. “O Sindicato esteve lá e constatou, in loco, a dificuldade nas buscas. O soterramento foi grande, a lama é pesada e torna praticamente impossível a localização dos supostos desaparecidos”, diz Silva Filho. O corpo de bombeiros acredita que dois operários estejam soterrados, mas o número não é preciso.
O Porto Chibatão conta com um armazém alfandegado com 6 mil m², um pátio alfandegado com área total de 125 mil m² e um cais flutuante com 431,5 metros de comprimento e 30 de profundidade.
Por: Marília Brandão e Victor José, Redação Portal Transporta Brasil
http://www.transportabrasil.com.br/
17h28
Um deslizamento de aproximadamente 30.000 m² de terras ocorreu na margem do Porto Rodofluvial Chibatão, um dos maiores complexos portuários do Estado do Amazonas, localizado na margem do Rio Negro, em Manaus. O acidente, ocorrido no último dia 17, danificou 68 carretas e 56 contêineres, sendo que cada um deles levava, em média, R$ 200 mil em cargas. De acordo com a SETCAM (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Amazonas), o prejuízo total se aproxima de R$ 30 milhões.
Cerca de 30 transportadoras sofreram prejuízos com o deslizamento, mas as perdas são inestimáveis, pois as cargas perdidas pertenciam a inúmeras empresas de diversos setores. “Nós tivemos uma carreta aterrada, e com isso tivemos um prejuízo de aproximadamente R$ 400 mil, incluindo o valor da mercadoria”, comenta Gabriel Armiliato, diretor de marketing da transportadora Jatex, que opera no porto.
O primeiro Secretário do Sindicarga (Sindicato dos Trabalhadores de Cargas do Amazonas), Geraldo Roger da Silva Filho, afirmou que as atividades do Porto continuam. “Apesar de o Porto estar parcialmente interditado, pois ainda há riscos de deslizamento, o descarregamento está ocorrendo normalmente, com a diferença de que as cargas se dirigem direto ao destino, com os contêineres não permanecendo no Porto”, diz o dirigente.
Ainda de acordo com o secretário, se o terminal interrompesse totalmente as atividades, ocorreria um colapso no distrito industrial local, já que 70% do abastecimento é realizado por meio do Porto.
Trabalho arriscado
Trabalhadores operavam em condições de risco até a última quinta-feira (28/10), quando o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou a interdição de seis áreas consideradas de risco, sendo elas: o cais flutuante; duas rampas de descarga de mercadorias; pátio de armazenagem de contêineres; balança do porto e uma área de dez metros a partir do local onde ocorreu o deslizamento de terra.
O terreno do porto privado foi avaliado por especialistas do Serviço Geológico do Brasil e do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), que classificaram a área como “instável”.
Além disso, essa ameaça vem prejudicando o trabalho dos bombeiros em busca por desaparecidos no local. “O Sindicato esteve lá e constatou, in loco, a dificuldade nas buscas. O soterramento foi grande, a lama é pesada e torna praticamente impossível a localização dos supostos desaparecidos”, diz Silva Filho. O corpo de bombeiros acredita que dois operários estejam soterrados, mas o número não é preciso.
O Porto Chibatão conta com um armazém alfandegado com 6 mil m², um pátio alfandegado com área total de 125 mil m² e um cais flutuante com 431,5 metros de comprimento e 30 de profundidade.
Por: Marília Brandão e Victor José, Redação Portal Transporta Brasil
http://www.transportabrasil.com.br/
Assinar:
Postagens (Atom)







