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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Artigo:Refinaria do CE será ´crucial´ para o pré-sal, afirma Dilma

A refinaria do Ceará, assim como a do Maranhão, será "crucial" para o pré-sal. Desta vez, a fala não é de nenhum político cearense, mas sim da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), que citou as três refinarias previstas para o Nordeste - do Ceará, do Maranhão e de Pernambuco - durante a entrevista coletiva que deu ontem ao lado do presidente Lula da Silva.

Segundo a presidente eleita, as refinarias Premium do Ceará e do Maranhão são cruciais para o pré-sal porque o País não pode ser exportador de óleo bruto. "Porque se a gente for exportador de óleo bruto, nós vamos perder muito dinheiro. Nós temos que ter duas refinarias Premium, não por uma mania de grandeza, como algumas vezes a oposição falou da Petrobras, mas por uma estratégia", disse. Em maio de 2010, a capacidade total de refino da empresa, era de 2,2 milhões de barris diários.

Segundo a Petrobras, com cinco novas refinarias instaladas até 2015, passará a ser de cerca de 3,5 milhões de barris/dia. O começo da operação da refinaria do Ceará (Premium II) está previsto para 2017, com capacidade para refinar 300 mil barris por dia. "Você tem que refinar porque quando se refina, o preço do petróleo sobe mais que proporcionalmente ao custo do refino e te permite entrar em uma outra área, delicadíssima, que chama-se petroquímica. Que, aí, o ganho é acima de mil por cento. E todo o desenvolvimento de todo país do mundo é petroquímico-dependente", acrescentou a presidente eleita.

Dos investimentos previstos pela Petrobras para refino e petroquímica entre 2010 e 2014, cerca de US$ 73,6 bilhões, 50% são para a ampliação do parque de refino no País. Novas refinarias, qualidade do combustível e modernização somam 70% do total dos investimentos para o período. Os dados são do plano de Negócios da Petrobras 2010-2014.

Com a construção das novas unidades de refino até 2015, a Petrobras pretende atender à totalidade da demanda, com grande superávit exportável. No Nordeste, estão previstas as refinarias de Abreu e Lima, em Pernambuco, com início em 2013, e Premium I, no Maranhão, a partir de 2014. A primeira terá capacidade para refinar 230 mil barris/dia e a segunda, capacidade para 300 mil barris/dia na primeira fase e outros 300mil/dia na segunda fase.


Exploração

O Ceará também será beneficiados com recursos para exploração de dois novos poços em águas profundas. Devem ser investidos nessa atividade até R$ 350 milhões até 2014, dos quais R$ 200 milhões apenas em 2011. A Petrobras não confirma a localização exata dos novos poços, mas o Diário do Nordeste apurou que as perfurações em águas profundas serão nos campos de Xaréu e de Espada, ambos em Paracuru (a 87,90 quilômetros de Fortaleza).

Estimativas extraoficiais dão conta de que desde o início das perfurações até a plataforma ser entregue para a exploração são gerados cerca de dois mil empregos diretos e indiretos (em cada plataforma). Destes, entre 80 e 90 seriam empregos diretos. Esse cálculo leva em conta serviços como transporte e alimentação.

De acordo com uma fonte não oficial, há possibilidade de que em Xaréu a exploração acabe resultando não só em uma nova plataforma, mas em um novo campo de petróleo. O local a ser explorado em Xaréu ficaria a cerca de 15 milhas náuticas de Paracuru, a aproximadamente 28 km do município. Os últimos investimentos em exploração de petróleo no Ceará haviam sido no início da década de 1990, no campo de Atum. No Ceará, há nove plataformas, em quatro campos petrolíferos. Todos estão no litoral de Paracuru: Curimã (duas plataformas), Espada (uma plataforma), Atum (três plataformas) e Xaréu (três plataformas).


Fonte: Diário do Nordeste

CIN/CE informa: Últimas vagas para o curso de Assistente de Importação

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará - FIEC, através de seu Centro Internacional de Negócios - CIN/CE realizará amanhã, dia 05 de novembro, das 14h às 22h, o curso de Assistente de Importação.

Com 8 horas/aula, o treinamento tem como objetivo capacitar os participantes sobre as atividades de importação nos aspectos internacionais e administrativos, para que estes possam desenvolver-se profissionalmente dentro da área do comércio exterior das empresas.

O curso será ministrado por Romulo Del Carpio - Mestre em Economia e Política Internacional, professor do Curso de MBA em Comércio Exterior da FGV; do Curso de MBA em Negócios Internacionais da USP/Fipe; e da Funcex - Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior, facilitador dos cursos da Aduaneiras e da Confederação Nacional da Indústria - CNI, Consultor e assessor de comércio internacional e Autor dos livros: Carta de Crédito e UCP 500 Comentada; Cobranças Documentárias e URC 522 Comentada; Carta de Crédito e URR 525 Comentada, todos pela Aduaneiras; Manual do Exportador, pela Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro; e Como Exportar para o Brasil, pela Embaixada do Peru.

As últimas inscrições podem ser realizadas no site www.fiec.org.br/cin, ao custo de R$280,00 para estudantes e R$350,00 para profissionais. O investimento pode ainda ser parcelado em até 4 vezes sem juros nos cartões VISA, MASTERCARD e AMEX.

Maiores informações: (85) 3421.5419 - Filipe.

Fonte: FIEC/CIN

SEP realiza V Seminário de Logística em dezembro


“A economia de uma nação depende da capacidade de logística que esta nação tem. A eficiência dessa logística vai dizer a forma e o nível de crescimento de um determinado país.” Com essas palavras o Ministro dos Portos, Pedro Brito, enfatiza a importância do assunto que não é novo, mas é atual. É preciso discutir a melhor maneira de transportar em menos tempo, com mais segurança e menor custo.

Há oito anos o país tinha a soma das exportações e importações na ordem de US$ 100 Bi. Hoje esse valor chega a US$ 460 Bi, o que mostra um crescimento na corrente de comércio de quase 500%. E a expectativa é positiva, os valores devem continuar crescendo. A estimativa do Governo Federal é de um aumento de 15 a 20% ao ano.

Se aumentam as exportações e importações estamos dizendo, ao mesmo tempo, que aumenta também a movimentação de cargas no país e a necessidade de integração para que o país possa ser competitivo. Portos, rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos precisam ser interligados, ter infraestrutura adequada e a capacidade ampliada. São esses modais que fazem com que a logística de um país seja mais, ou menos eficiente.

“Eu acho que o Brasil demorou a discutir logística mais profundamente. A secretaria dos Portos, no que compete a ela, está fazendo esse papel”, diz o Secretário Executivo da Secretaria dos Portos, Augusto Wagner Padilha Martins, se referindo ao V SEMINÁRIO SEP DE LOGÍSTICA. “O seminário é a oportunidade de discutir, treinar, aprender, ouvir e falar sobre o assunto.” No seminário, especialistas brasileiros e estrangeiros falam sobre suas experiências de integração logística e revelam como melhorar o sistema portuário e a logística nacional.

Na palestra do dia 09 de dezembro, o Ministro Pedro Brito vai falar sobre Inteligência Logística. Ainda serão debatidos temas como Plataformas Logísticas e Oportunidades de Financiamento para Infraestrutura.

A Feira de Tendências de Logística do Norte e Nordeste, que será realizada simultaneamente, vai trazer um verdadeiro Show Room do que se tem no mercado. A oportunidade de ver de perto a qualidade dos serviços oferecidos, e não apenas no Norte e no Nordeste, mas em todo o país, para que os visitantes possam ter paradigmas e comparem os serviços oferecidos.

14 empresas e instituições já confirmaram presença na feira: Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados, Associação Brasileira de Empresas Operadoras de Regimes Aduaneiros, Associação Nacional das Empresas Permissionárias de Portos Secos, Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias – Companhia Docas do Rio de Janeiro, Companhia Docas do Ceará, Secretaria de Portos da Presidência da República-SEP, Companhia Docas do Pará, Log-in Logística Intermodal, Empresa Maranhense de Administração Portuária – Porto do Itaqui, Companhia Docas do Espírito Santo – CODESA, Porto de Suape – Complexo Industrial Portuário – PE, Banco do Nordeste do Brasil, Transpetro, e Secretaria do Turismo de Fortaleza.

O V Seminário SEP de Logistica e a Feira de Tendências são direcionados ao produtor, ao transportador, seja ele marítimo, rodoviário, ferroviário ou aéreo, ao consumidor e também ao público interessado no assunto. Participam ainda agentes de armazenagem e portuários.

O evento será realizado entre os dias 08 e 11 de dezembro, no Centro de Negócios do Sebrae, em Fortaleza. Além da programação técnica de alto nível, teremos a área comercial com a presença de expositores da cadeia de logística de vários estados brasileiros.

Uma boa oportunidade para mostrar e conhecer o que há de melhor e mais moderno no setor.

Informações sobre a reserva e compra de standes com PRÁTICA EVENTOS: 85. 3433-7684 e 85 3433-7685. Email praticaeventos@praticanet.com.br



Fonte: Seminario SEP em 03/11/2010

Notícia:Redes programam logística para a demanda

Redes programam logística para a demanda


SÃO PAULO - Com forte expectativa de crescimento das vendas em 2011, grandes redes varejistas começam a ampliar seus serviços e preveem abertura de novos centros de distribuição (CD), como a rede de farmácias Pague Menos, que anunciou a abertura de um novo CD no sudeste, com meta de melhorar o atendimento na região. Além dela, a rede de lojas Havan afirma investir em um megacomplexo que envolverá também uma parte de armazenamento para melhorar a distribuição. No ramo supermercadista, para turbinar os estoques o Grupo Pão de Açúcar (GPA) afirma ter investido na aquisição de novos equipamentos para seu CD.

Majoritária no norte e no nordeste, a rede Pague Menos espera expandir seus negócios no mercado do centro-oeste, sul e sudeste brasileiro, e prepara um novo CD. "Ainda estudamos se o novo CD será em Minas Gerais, Rio de Janeiro ou outro estado, mas será na região", afirmou Deusmar Queirós, presidente do grupo.

O novo CD terá capacidade instalada para atender 300 lojas e deverá ter 15 mil m². "Logística para o interior dos estados é difícil, por isso é necessário um CD ainda mais perto", afirmou. O novo centro de distribuição também atuará em uma melhora no segmento de comércio eletrônico (e-commerce) do grupo. "Já atendemos com e-commerce, mas, até por termos o outro CD em Fortaleza [CE], nem sempre podemos atingir todos os locais do País. Com a chegada do novo CD teremos uma ampliação de atendimento e uma agilidade em entrega", afirmou o executivo, que continuou: "Quando você precisa de um remédio, você precisa na hora, não dá para esperar três dias, como no e-commerce de DVDs."

Hoje, a rede farmacêutica possui um CD em Fortaleza já com cerca de 60% da capacidade instalada em uso. "Com a demanda restante no CD de Fortaleza daria para abastecer todo o Brasil, mas precisamos estar mais perto da rede varejista, por isso a abertura de um novo CD é mais estratégica", disse Queirós.

"Apostamos e queremos muito crescer em todo o sudeste, centro-oeste e sul do País. O novo CD virá para mostrar que temos confiança nesse mercado e esperamos um 2011 ainda melhor, em que a capacidade instalada será muito usada", declarou ele.

Supermercados

Também de olho nas vendas de 2011, o Grupo Pão de Açúcar mira a aquisição de 89 transpaleteiras da marca americana Crown, distribuída no Brasil pela Commat Comércio de Máquinas. "Como temos as melhores expectativas para 2011, é natural que nos preparemos da melhor forma possível", afirmou Hugo Bethlem, vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açucar.

A ideia é que as novas máquinas já estejam em uso em 2011 e que sirvam para potencializar e otimizar os serviços oferecidos pelo grupo. "Hoje a questão de logística é de suma importância para o bom desempenho de uma rede de supermercados. Desta forma, é preciso que a gente melhore o serviço à medida que cresce a demanda, que é o caso das nossas projeções para 2011", afirmou Bethlem.

De acordo com o executivo, o investimento é resultado do otimismo financeiro que o grupo tem para o Brasil. "Quando anunciamos a entrada de R$ 5 bilhões no Brasil nos próximos três anos [2010 a 2012] já prevíamos investimentos em aquisição de equipamentos, infraestrutura e logística", disse.

CD com benefícios

Para crescer e ganhar musculatura, a rede Havan, de eletrônicos, cama, mesa e banho, deu início no ano passado ao projeto de uma megaloja que envolve centro de distribuição. A proposta é ter ainda posto de gasolina e praça de alimentação, tudo às margens da BR -101, em Barra Velha (SC). A megaestrutura, que deverá ser entregue até dezembro, teve investimento de R$ 30 milhões e busca as vendas do verão de 2011.

A proposta da rede é criar no local um atrativo turístico a mais, e para isso pretende erguer uma réplica da Estátua da Liberdade com 52 metros de altura e equipada com um elevador. De acordo com Luciano Hang, diretor presidente da Havan, a Parada Havan - nome dado ao complexo - irá revolucionar o atendimento aos viajantes na rodovia, além de melhorar a logística com o novo CD.

Cosméticos

Recentemente, a Natura anunciou a expansão de seus modelos de produção e logística também com o objetivo de atender melhor a demanda a partir de 2011. O novo modelo apresentado pela companhia prevê a abertura de dois novos centros de distribuição no Brasil (Curitiba -PR e São Paulo -SP), e de dois centros de estocagem (hubs) e a ampliação do complexo-sede da Natura, em Cajamar (SP).

Com isso, a empresa deve encerrar 2011 com 14 CDs no País. "Queremos, mais que duplicar, triplicar a produtividade", disse o vice-presidente de Operações e Logística da Natura, João Paulo Ferreira.

Em outubro, a companhia inaugurou dois centros de distribuição que já estão em operação, em Uberlândia (MG) e Castanhal (PA). Já a abertura dos centros em Curitiba e São Paulo está prevista em junho e no último trimestre de 2011. Ainda no ano que vem, a empresa planeja ampliar os centros de distribuição em Mathias Barbosa (MG), Simões Filho (BA) e Jaboatão dos Guararapes (PE).

Sem revelar investimentos no novo modelo, Ferreira afirmou que os aportes serão feitos com recursos próprios. "Cremos que não há nenhuma intenção de captação de recursos", disse ele, acrescentando que os investimentos previstos integram o plano de R$ 250 milhões programado para este ano.


Fonte: DCI em 03/11/2010
Notícia postada pelo portal Logística Total

Notícia:Porto da Ford na Bahia completa 5 anos de operação

A Ford comemorou o quinto ano ininterrupto de operação do Terminal Portuário Privativo Miguel de Oliveira, localizado no Canal de Cotegipe, na Bahia. Único porto privativo da Ford no mundo, ele já movimentou nesse período mais de 500 mil veículos e é uma das bases da logística da empresa para dar eficiência e rapidez às operações de exportação e importação.

O porto Ford está preparado para receber navios de grande porte, de até 200 metros, e conta com rampas que permitem a operação simultânea de até dez caminhões-cegonha. Seu pátio de 119 mil metros quadrados tem capacidade para mais de 6 mil veículos, que podem ser localizados rapidamente por meio de um moderno sistema de radiofrequência.

“Utilizar um porto privativo é um diferencial importante da Ford, que contribui para que seus veículos sejam competitivos para o consumidor final. Sua eficiência operacional se compara aos melhores portos do mundo, com um dos melhores índices de qualidade e segurança”, diz Edson Molina, diretor de Logística da Ford na América do Sul.

Nesses cinco anos, o porto Ford não registrou nenhum incidente, atendendo a todas as regulamentações aplicáveis.

O porto traz ainda vantagens ambientais com impacto positivo bastante significativo no dia a dia, como a redução de distâncias e do tempo no transporte entre a fábrica de Camaçari e o destino final e, principalmente, contribui para a melhoria do trânsito rodoviário nas áreas urbanas.

Outro aspecto a ser destacado é o sistema avançado de gestão ambiental implementado, que inclui programas de reciclagem e educação ambiental em parceria com cooperativas e escolas das comunidades locais, além do monitoramento contínuo da biota aquática para acompanhar o comportamento da fauna marinha local.

O nome do terminal é uma homenagem a Miguel de Oliveira, ex-gerente de Assuntos Institucionais e Governamentais da Ford.


Fonte: A Crítica em 03/11/2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

CURSO DE EXTENSÃO- LOGISTICA

Noticia Logistique

Logística é considerada assunto de vital importância pelas empresas


Parte da cadeia de abastecimento que planeja, implementa e controla com eficácia o fluxo e a armazenagem dos bens, serviços e das informações entre o ponto da origem e o ponto de consumo com a finalidade de satisfazer todas as exigências dos consumidores em geral (desde agilidade como preço), a logística é hoje ponto de alta relevância para os executivos das grandes empresas.

Depois das dificuldades enfrentadas em decorrência da crise econômica, o tema logística está em destaque como solução para muitos problemas. O ano de 2010 tem marcado a retomada das negociações, onde a recuperação do mercado, que começou no segundo semestre de 2009, irá de fato se confirmar. “As empresas perceberam que o trabalho logístico visando a redução dos custos é uma fonte para agregar valor aos produtos e serviços e, consequentemente, uma das principais soluções para a redução de custos no Brasil”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Logística – ASLOG, Rodrigo Otaviano Vilaça.

Para Vilaça, o governo tem projetado ações para desenvolver o país, mas é necessária a injeção de investimentos mais pesados no setor, principalmente em infraestrutura, pois auxiliará consideravelmente na consolidação do desenvolvimento. “A intermodalidade dos modais de transporte é outro item de extrema importância para que tenhamos mais eficácia na atividade logística no Brasil. O país deve atualizar-se de forma mais rápida e focar na intermodalidade para se tornar mais competitivo”, revela.

Outra questão que deve ser abordada, segundo o presidente da ASLOG, é o investimento profissional. “Investir em pessoas, no seu desenvolvimento, na sua capacitação e na retenção de conhecimento é um diferencial competitivo valioso e que jamais deve ser deixado de lado”, declara.

Considerada uma das principais soluções para a redução de custos no Brasil, a importância da logística tem sido sentida, de forma significativa, em praticamente todos os setores. “O seu crescimento contínuo tem demonstrado grande força no Brasil, principalmente no que se refere ao gerenciamento do tempo e dos recursos necessários para a produção e movimentação. Neste novo cenário da economia mundial pós-crise, as atividades que envolvem a logística têm desenvolvido um papel fundamental para a redução dos custos e para o aumento da competitividade entre as empresas”, diz Vilaça.

Graças à nova cultura das companhias, a tendência do setor para os próximos anos é o crescimento cada vez mais acelerado. Contudo, segundo o presidente da ASLOG, embora o Brasil esteja evoluindo, ainda tem um caminho longo a percorrer. “O modelo logístico nacional ainda está excessivamente focado no modal rodoviário, que corresponde a até 65% de todo o volume transportado, além de ser o segundo mais caro, perdendo somente para o aéreo. Esse custo é agravado, ainda, pelo precário estado de conservação das estradas”, sinaliza.

Vilaça vai além. “Sabemos que é necessária a intermodalidade dos modais de transporte para que tenhamos mais eficácia na atividade logística no Brasil. É preciso mais defesa e mais pró-ação, por exemplo, no modal ferroviário, assim como nos demais. Por outro lado, também é notório que, desde que assumiram a concessão das malhas ferroviárias, as transportadoras de cargas mudaram o cenário do setor - que passava por completa estagnação. A participação das ferrovias na matriz de transportes do Brasil passou de 19%, em 1999, para 30%, em 2009, sendo que a referência internacional nos desafia a atingir o índice de 42%”, declara.

Porém, para que o crescimento da logística não sofra interrupção é preciso que alguns entraves, ameaçadores do seu desenvolvimento, sejam solucionados. “Um exemplo é o desafio dos profissionais de apoio às atividades principais das empresas, ligando os pontos fornecedores aos clientes finais. As empresas tendem a trabalhar de forma bastante enxuta no que se refere a estoques e movimentações, zelando sempre pela redução de custos e pela obtenção de excelência no atendimento aos clientes. Estamos falando da ausência de qualificação da mão-de-obra, um gargalo do setor que, urgentemente, deve ser solucionado” diz o presidente da Aslog.

O executivo acredita também que ignorar e não utilizar o conhecimento instalado dentro da organização é um grande erro estratégico. “A organização deve proporcionar formação intelectual para o funcionário, deve torná-lo capacitado a exercer a função com competência. Deve valorizá-lo, sendo deferente com seus direitos e incentivando a sua capacitação. Desta forma, o colaborador interno trabalhará feliz, motivado, com comprometimento, com competência e o melhor: será fiel à empresa, ao seu produto, à sua movimentação e ao setor logístico”, acredita.


Fonte: Assessora de Comunicação - Logistique em 28/10/2010

Sinistralidade dos transportes: Os problemas que envolvem o transporte de cargas no Brasil

Fatores como estradas esburacadas, trânsito e crime organizado preocupam empresários

(Chapecó) – O segundo dia de seminários na Logistique 2010 iniciou às 16h desta quarta-feira, com o palestrante Sergio Casagrande de Oliveira. O tema sinistralidade dos transportes apresentou os principais problemas enfrentados no setor. Os principais fatores são: más condições das estradas, despreparo da estrutura da policia, trânsito quadrilhas migratórias, concentração de entrega no final do mês e impunidade dos receptadores.

Os furtos são os motivos de maior dor de cabeça para as empresas de transportes. Só em 2009 foram registrados 13.500 furtos de cargas e a estatística para 2010 representa algo em torno de 16 mil roubos, segundo dados da Associação Nacional de Transportes e Logística (NTC). O valor roubado cresce ao passo que o numero de casos diminui, caracterizando furtos qualificados que em 2009 chegaram a R$900 milhões.

Para o palestrante, Sergio Casagrande de Oliveira, os motoristas não são culpados pelos furtos, na grande maioria. “A maioria dos casos acontecem porque os motoristas entregam as cargas. Eles não fazem parte das quadrilhas, mas o sistema os obriga a entregar as cargas sem assaltos ou batidas”, diz.

Os produtos mais furtados são os alimentícios, seguidos por cigarros, eletroeletrônicos e farmacêuticos. Os roubos acontecem em maior numero, 70%, em estradas, 30% dentro das cidade. 70% pela manhã dentro das cidade e 60% nas estradas durante a noite. Os veículos são recuperados em 80% dos casos e 60% dos valores mais elevados são furtados nas estradas.


Fonte: Assessora de Comunicação - Logistique em 28/10/2010

Notícia:Logística: Importante fator de crescimento sustentável

(Chapecó) – O palestrante Marco Antonio Bendin abordou o tema mencionando que a logística é a última mina de ouro não explorada e o século será definitivo para as empresas que conseguem se organizar no setor. A rede de distribuição de mercadorias dos Correios foi apresentada, mostrando a organização da organização que é a única entidade que está em 5.565 municípios.

“Os correios entregam cartas porque é um papel social, mas o que nos interessa realmente são os produtos que atendemos. Somente na América Latina somos responsáveis por 85% das entregas”, diz.

Uma novidade de trabalho apresentada e utilizada em Chapecó para melhorar os serviços foi tirar a centralização na Capital do Estado. Os correios integraram uma malha Oeste do Brasil, encurtando os prazos de entrega. Alternativa utilizada para driblar a concorrência e que vai beneficiar o consumidor final que poderá trabalhar com prazos menores.

“Chapecó será a grande beneficiada com a centralização, porque tem posição estratégica e agrega entregas de forma facilitada para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul”, completa.


Fonte: Assessora de Comunicação - Logistique em 28/10/2010

Entrevista:País já vive apagão logístico, crê especialista

Fonte: DCI em 01/11/2010

Notícia postada pelo portal Logística Total


SÃO PAULO - "O Brasil já vivencia um apagão logístico." A afirmação foi feita pelo diretor superintendente da Aliança Navegação e Logística e presidente do Centro Nacional de Navegação, Julian Thomas. Vivendo no Brasil há 20 anos, ele afirma que a capacidade reduzida nos portos de todo o País, a falta de rodovias e ferrovias para escoar carga e a burocracia impedem que o setor cresça e funcione de forma mais eficiente e rápida.


Em agosto, 21 navios ficaram aguardando para descarregar a carga, por causa das chuvas ocorridas no mês de julho.

Para dar uma idéia, em países como Cingapura o tempo para que a carga saia do porto é de algumas horas; este mesmo processo no Brasil demora uma média de 5,4 dias. Na prática, significa que os navios que vêm de fora operam mais tempo em território nacional do que em portos internacionais devido à baixa produtividade dos portos brasileiros.

Apesar dos gargalos, Julian Thomas acredita que o País tem capacidade de superar esta crise. Ele aponta, inclusive, que algumas medidas, como a criação da Secretaria Especial de Portos (SEP), devem alavancar o setor. Além disso, lembra: "Uma das coisas que aprendi a admirar no Brasil é a capacidade de sair de crises. Muitas vezes a gente espera a crise acontecer para depois sair dela de forma criativa e com muita imaginação", afirma.

O segmento sofre, ainda, com outros entraves como a burocracia. Julian Thomas ressalta, porém, que está em curso o programa "Porto sem Papel", que tem como objetivo acelerar este processo, e diz que dificuldades crônicas, como a que tínhamos com a drenagem, já estão recebendo medidas que aliviam o problema: a entrada dos portos foi aprofundada, o que permitiu que navios maiores entrassem e saíssem com carga cheia.

Por outro lado, ainda há percalços que impedem o crescimento do setor, e muito se deve ao fato de que não houve investimentos suficientes. "Há muitos e muitos anos não temos tido investimentos vultosos em novas instalações que adequariam a infraestrutura para o crescimento que estamos vivendo agora", explica.

Thomas lembra que o País já havia chegado a uma crise em 2007 e 2008, quando atingimos o limite da capacidade. "Em 2009 houve um colapso no comércio exterior, e esta era a oportunidade de fazer mais investimentos, mas infelizmente isso não aconteceu", assevera.

A consequência é que a falta de medidas trava o Brasil. Para o especialista no segmento, o País sofre de forma profunda com os gargalos.

Apesar de ter um grande potencial para realizar transportes de carga pelo mar por contar com uma costa extensa, o brasileiro ainda carrega a cultura de utilizar as rodovias. Hoje, 80% do transporte nacional é feito por estradas. Para mudar este perfil, entretanto, é preciso que os portos se tornem mais eficientes, para competir com os caminhões. "Já temos uma cabotagem em carga geral de contêiner viva que atualmente retira das estradas aproximadamente 750 mil caminhões por ano. Este número, no entanto, é muito pequeno perto do que poderia ser", lamenta.

O especialista lembra, ainda, que, por ser este um país democrático, muitas vezes a diversidade de interesses acaba por emperrar o segmento. "Acontece que no Brasil você tem, a nível governamental, uma variedade de interesses conflitantes fora e dentro do governo, e, como somos uma democracia, todos esses elementos precisam entrar em sintonia", diz.

Este mesmo país em 2014 será sede da Copa do Mundo e em 2016 será o palco das Olimpíadas.

Julian Thomas deu ao programa "Panorama do Brasil" a entrevista que se segue, realizada pelo jornalista Roberto Müller, pela editora do DCI Camila Abud, e por Milton Paes, da rádio Nova Brasil FM.

Roberto Müller: Thomas, você é especialista, sobretudo como presidente do Centro Nacional de Navegação, pelos setores que sentem as dores do crescimento, talvez como poucos. Como vai o setor, o que está acontecendo? Quais são os gargalos? Por que vemos que o Brasil anda mais devagar do que deveria e que não possui portos e aeroportos com capacidade necessária para receber navios e aviões para exportar e importar produtos que o País demanda ou quer vender lá fora? Você sente isso ao lidar com contêineres, portos e todo o setor?

Julian Thomas: Absolutamente, a gente sente na pele. São dores de crescimento, consequência dos muitos anos de falta de investimento no setor dos portos, especificamente. Isso porque há muitos e muitos anos não temos tido investimentos vultosos em novas instalações que adequariam a infraestrutura para o crescimento que estamos vivendo agora. Tivemos um tremendo avanço no final dos anos 90, quando os portos foram privatizados. Isso revolucionou a indústria dos portos, mais especificamente quando se trata do transporte de contêineres. As empresas que ganharam as concessões fizeram investimentos vultosos e aumentaram a eficiência do sistema como um todo, o que permitiu que o Brasil crescesse no comércio internacional, porém esses investimentos não foram suficientes em termos de novas instalações que adaptam esta infraestrutura. Para se ter uma ideia, já chegamos a uma crise em 2007 e 2008, quando atingimos o limite da capacidade. Em 2009 houve um colapso no comércio exterior, e esta era a oportunidade de fazer mais investimentos, mas infelizmente isso não aconteceu. Este ano, a importação cresceu 67% se comparado a 2009 e, com base em 2008, quando a situação já era crítica, crescemos 17%.

Milton Paes: É fato que há uma necessidade proeminente de investimento de ampliação nesta questão de portos, mas, na sua avaliação, até que ponto isso trava o Brasil? Principalmente sendo o Brasil um país emergente. Porque a gente vê, por exemplo, que o próprio governo avalia em determinadas situações, pela questão da infraestrutura, que o Brasil não pode crescer em um percentual tão acima do que o governo prevê que deva crescer. Pensando assim, na sua opinião, até que ponto isto trava o País?

Julian Thomas: Trava de forma profunda porque não se trata só do comércio exterior, que é vital para o Brasil crescer. Se vemos esta onda de importação, não é somente pelo consumo: uma alta porcentagem é de produtos de investimento para a indústria se aparelhar, mas também existe uma grande oportunidade para o Brasil crescer nos segmentos entre portos brasileiros, que é o que chamamos de cabotagem. O Brasil tem uma matriz altamente rodoviária, uma cultura de transportar tudo por rodovia: atualmente, 80% do transporte nacional é feito por rodovia. Isso tem razões históricas que visavam a promover a produção nacional de veículos e de caminhões, e, agregada à inflação, em que precisava sempre ter um transporte muito rápido e flexível, criou-se esta cultura rodoviária que, na verdade, não suporta manter uma matriz tão dedicada a um modal só. A matéria dos portos está inibindo o crescimento do transporte via mar nacionalmente, e o País tem uma tremenda vocação para este segmento. A maior parte da população vive a 120 quilômetros da costa, o que significa um potencial gigante de crescimento. Já temos uma cabotagem em carga geral de contêiner viva. Ela tinha morrido até 97, mas com a privatização dos portos ela retornou e hoje se pode dizer que ela tira da estrada mais ou menos 750 mil caminhões por ano. Mas este número é muito pequeno perto do poderia ser. O problema é que para que isso aconteça precisamos de portos eficientes, que permitam que a carga flua com rapidez, o que não ocorre hoje. É preciso oferecer eficiência, porque para competir com o caminhão tem de oferecer um serviço confiável e rápido e, com esta situação nos portos, às vezes esta confiança só se dá a custos muitos altos. Só para ilustrar, podemos comparar o setor aéreo: o passageiro vai para o aeroporto esperando que o voo dele saia e chegue no horário programado; com os navios é a mesma coisa. A gente oferece serviços em dias fixos para que seja possível planejar a chegada e a saída da carga, mas com a infraestrutura atual temos gargalos que não possibilitam esta confiabilidade, o que prejudica o setor.

Camila Abud: Desde o início do ano o DCI entrevistou alguns professores especializados, algumas empresas disseram que o Brasil iria passar muito rapidamente por um apagão logístico. Esta conversa voltou à tona recentemente, depois do primeiro semestre, quando o mercado todo teve um desempenho bem interessante, com retomada na faixa de patamares de 2008, no pré-crise, e então voltou-se a falar de apagão logístico. Alguns diziam que era choradeira do setor porque a Secretaria Especial de Portos (SEP) tem feito grandes projetos, mas as empresas têm sentido impactos grandes, com filas de navios -me parece, de até 21 navios- para entregar carga, como o açúcar no mês de agosto. Quando ocorrerá um apagão? Haverá? E o que fazer para evitar isso?

Julian Thomas: Nós já estamos no meio de um apagão. Sempre se falou da crise e, na verdade, já estamos no meio dela. Você falou muito bem sobre o ocorrido com o açúcar, com 21 navios esperando, e isso em razão das chuvas ocorridas no mês de julho. É inconcebível ter de parar por causa desses problemas. Teria de existir uma estrutura para carregar e descarregar as cargas mesmo diante dessas eventualidades. Mas não é só neste segmento, em todos os outros ocorrem estes atrasos, e as soluções são a longo prazo. Precisamos aumentar a capacidade dos portos, ter mais rodovias e ferrovias que escoam a carga dos portos. Uma medida mais fácil, que aliviaria a infraestrutura existente de forma rápida, seria a desburocratização dos processos de importação e exportação. Para se ter uma idéia, a importação no Brasil, para a carga sair do porto, leva em media 5,4 dias; na Europa isso leva menos de 1 dia; em Cingapura é uma questão de horas. O efeito disso é que você tem quilhas e quilhas de contêineres que ficam no porto com mais carga chegando e querendo sair. O sistema para. Então se houvesse mais fluidez a estrutura existente daria conta de forma mais eficiente.

Roberto Müller: Ainda dá tempo de correr e sair desta briga? Ainda há tempo de sair do apagão e ver uma luz no fim do túnel?

Julian Thomas: Bom, uma das coisas que eu aprendi a admirar no Brasil nesses 20 anos em que estou aqui é a capacidade de sair de crises. Eu acho que no Brasil muitas vezes a gente espera a crise acontecer para depois sair dela de forma criativa, com muita imaginação. Vai demorar, mas eu continuo otimista que com o tempo vamos conseguir superar. É importante frisar que o problema foi reconhecido, de tal forma que foi criada a SEP, justamente para dar mais atenção a este setor. E a secretaria vem, com a liderança do ministro Pedro Brito, tomando iniciativas na direção certa. O problema de dragagem -aprofundar a entrada dos portos para permitir que navios maiores entrem e saiam com carga cheia- era um dos gargalos, era um problema crônico e foi abraçado e está em vias de ser solucionado. Quanto ao problema da burocracia que mencionei, está em curso um programa que se chama "Porto sem Papel", que visa a acelerar esses processos, e estamos à espera de novas licitações, de novas instalações de portos. Então, as soluções virão, mas vamos ter de conviver nos próximos anos com dificuldades na infraestrutura e com custos maiores, que estão longe de ser o ideal.

Camila Abud: Em relação aos custos, eu queria que você comentasse um pouco quem hoje precifica o transporte de contêineres, tanto para exportação quanto para importação. Seguindo esse mesmo contexto, e me parece que o preço de exportação de contêiner hoje é mais barato do que de importação, e há uma demanda muito grande de importação. E nos próximos meses principalmente, por causa do Natal. Fale um pouco sobre esta questão da precificação.

Julian Thomas: A precificação, na verdade, é muito simples. Depende da procura e da demanda. Na indústria, em geral, o preço do frete se compõe pela demanda e pela oferta. Isso sobe ou desce. No momento, a procura de importação é maior que a exportação pela conjuntura mundial.

Milton Paes: Estabelecendo um comparativo de permanência no porto entre retirada e saída da carga, qual é a reação, por exemplo, destas companhias internacionais, que têm experiência em países como Cingapura, onde este processo leva horas? Qual é a reação delas no Brasil, onde isso leva cerca de cinco dias?

Julian Thomas: Significa que o navio está operando mais tempo aqui do que em portos internacionais por causa da baixa produtividade dos portos. O que acontece nesta operação, comparando com o avião, onde há escalas regulares, temos de ajustar a operação calculando de antemão que se gastará mais tempo nos portos brasileiros. Que se terá de dedicar mais navios à mesma rota do que seria estritamente necessário. Por exemplo, um navio que faz uma rota do Brasil para a Europa, você pode fazer em frequência semanal em 42 dias, ou seja, a cada 7 dias. Devido aos problemas na infraestrutura, nós passamos a fazer esta mesma rota, agora, em 49 dias, ou seja, mais uma semana e com 7 navios. Isso inclui um navio adicional para fazer o mesmo serviço que poderia ser feito com seis navios. Provavelmente isso tem um custo adicional muito grande. E este é o resultado das dificuldades que a gente vive aqui. O frustrante é que mesmo com este tempo a mais não estamos conseguindo dar conta, pois os problemas são tão graves que não dá para planejar. Um dia o problema está no Porto de Santos, no outro dia está no Porto de Paranaguá ou em outro porto qualquer, o que impede que tenhamos este planejamento que todo mundo na cadeia de logística quer ter para ter confiabilidade e custo reduzido.

Milton Paes: O governo brasileiro foi muito cobrado nesta questão e, até recentemente, tomou algumas medidas com relação aos portos, principalmente os portos que estão sob o modelo de concessão, cobrando uma eficiência maior. Por outro lado, entra uma outra questão muito importante. Muitas vezes é fácil cobrar o concessionário, mas o difícil é, por exemplo, olhar para si mesmo. Porque esta questão burocrática que existe nos portos é uma questão meramente governamental, não é uma questão da concessionária. Então, como resolver efetivamente este gargalo? Porque isso implicaria uma série de outras questões, por exemplo, poderia reduzir tempo, custos operacionais. Como é que você avalia isso?

Julian Thomas: Como eu disse antes, o problema foi reconhecido e tem este programa, chamado "Porto sem Papel". Acontece que no Brasil você tem, a nível governamental e em todos os assuntos em que se toca, uma variedade de interesses conflitantes fora e dentro do governo, a nível municipal, a nível estadual, e, como somos uma democracia, todos esses elementos precisam entrar em sintonia para que possamos resolver os problemas que há. Isso leva muito tempo. Não é como na China, onde, simplificando, se dá uma ordem e muito rapidamente ela é executada. Aqui não funciona assim, e isso tem vantagens e desvantagens. Fazendo uma analogia, cada um tem seu espaço na orquestra, mas é preciso que todos toquem em harmonia.


Fonte: DCI em 01/11/2010

Notícia postada pelo portal Logística Total